Em meio ao aumento dos incêndios e de outros acidentes envolvendo baterias portáteis, uma investigação da JNN revelou a circulação no Japão de produtos de baixa qualidade, com capacidade muito inferior à anunciada e até falsas indicações de segurança.
Somente no ano passado, foram registrados 482 incêndios envolvendo baterias portáteis. Diante do crescimento dos casos, o governo japonês passou a divulgar uma lista de empresas que comercializam produtos com baterias de íons de lítio, mas que não podem ser contatadas por telefone ou e-mail.
Ao verificar os endereços registrados dessas empresas, a reportagem constatou que pelo menos dez apresentavam informações incompatíveis com a realidade.
Em alguns casos, os responsáveis já haviam deixado o país, os imóveis estavam vazios havia muito tempo ou os endereços informados sequer existiam.
Capacidade real muito abaixo da anunciada
Um comerciante que vendia produtos ligados às empresas investigadas afirmou que algumas companhias existem apenas formalmente para que seus nomes sejam impressos nas baterias, conforme exigido pela legislação.
Ele também admitiu que modelos anunciados com capacidades elevadas, como 40 mil mAh, poderiam ter desempenho muito inferior ao indicado.
Testes realizados por uma instituição privada em seis baterias mostraram que cinco tinham capacidade real muito menor do que a informada na embalagem.
Em um dos casos, o produto oferecia apenas cerca de um décimo da capacidade anunciada.
Também foram identificados produtos com falsos selos PSE, marca obrigatória que indica o cumprimento das normas japonesas de segurança elétrica.
Segundo uma empresa especializada em certificações, alguns vendedores descobrem somente depois que utilizaram uma marca falsa e precisam suspender as vendas para solicitar uma nova avaliação.
Autoridades recomendam verificar o vendedor
As baterias suspeitas são comercializadas principalmente pela internet e podem chegar aos consumidores sem controle adequado de qualidade.
Além de oferecer desempenho inferior, produtos sem certificação verdadeira podem apresentar riscos de superaquecimento, incêndio ou explosão.
A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres recomenda que, antes da compra, o consumidor verifique se o fabricante ou vendedor apresenta endereço, telefone e outros meios reais de contato, além de desconfiar de capacidades muito elevadas em produtos excessivamente pequenos ou baratos.
Fonte: TBS



