As consultas relacionadas à sextorsão, crime em que imagens íntimas são usadas para ameaçar e exigir dinheiro das vítimas, aumentaram rapidamente no Japão.
No ano fiscal de 2025, cerca de 3 mil pessoas procuraram uma organização de apoio, número aproximadamente 1,6 vez maior do que no período anterior.
O termo sextorsão é formado pela combinação das palavras inglesas “sex”, referente a conteúdo sexual, e “extortion”, que significa extorsão.
A organização sem fins lucrativos PAPS, que presta apoio a vítimas de violência sexual digital, começou a compilar dados específicos sobre o problema há cerca de quatro anos.
Entre julho de 2023 e março de 2024, foram registradas 535 consultas. O total subiu para 1.864 no ano fiscal de 2024 e alcançou 3.040 atendimentos em 2025.
Entre os denunciantes, 36% eram homens, 19% mulheres e, em 45% dos casos, o gênero não foi informado.
Jovens são atraídos por chamadas de vídeo
Um dos golpes começa em aplicativos de intercâmbio de idiomas. Após conquistar a confiança da vítima, o criminoso propõe continuar a conversa por outro aplicativo e sugere uma chamada de vídeo com a exibição de imagens íntimas.
O conteúdo é gravado sem autorização e, posteriormente, usado para ameaçar a vítima com a divulgação na internet. As denúncias envolvem principalmente adolescentes e homens jovens, com idades entre 10 e 29 anos.
Especialistas alertam que muitos não reconhecem imediatamente que sofreram violência sexual e, por vergonha ou medo, acabam tentando resolver a situação sem procurar ajuda.
Quando a vítima realiza o primeiro pagamento, os criminosos costumam fazer novas exigências.
Há casos em que pessoas sem condições de continuar pagando foram pressionadas a emprestar contas bancárias ou participar de atividades criminosas conhecidas como “trabalho ilegal”, podendo ser envolvidas em golpes especiais.
Orientação é não pagar e bloquear o criminoso
A PAPS orienta as vítimas a não pagar nenhuma quantia, interromper o contato e bloquear imediatamente o criminoso.
Também é importante preservar mensagens, perfis, números de telefone e comprovantes como possíveis evidências, além de procurar a polícia ou uma organização especializada.
Fonte: YH



