Sábado em Mie e Gifu: mais de 200 novos casos

Mie e Gifu tiveram mais de 200 novos casos no sábado.

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SARS-CoV-2 (Pixabay)

No sábado (15) foram 206 testados positivo para o novo coronavírus na província de Mie, na faixa de idade infantil a 80 anos.

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Foram 46 em Yokkaichi, 35 em Tsu, 38 em Suzuka, 19 em Kuwana, 15 em Inabe e em outras cidades.

Assim, o total cumulativo de Mie sobe para 15.673 pessoas infectadas nesta epidemia.

Na província de Gifu foram 251 resultados positivo. Pelo segundo dia consecutivo o total passa de 200. Assim, o total cumulativo sobe para 20.132 pessoas infectadas.

Fontes: News Digest e NHK

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Brasileira internada com covid: ‘fui salva pela vacinação’

Publicado em 15 de janeiro de 2022, em Comunidade

A brasileira relata desde como aconteceu o contágio, o tratamento, a alta hospitalar e quanto ficou a conta, em depoimento emocionante.

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Teste de covid (MaxPixel)

No seu último dia de internação, sábado (15), a brasileira residente em Aichi, Simone – nome fictício – relatou todo o processo desde os sintomas ao tratamento da covid-19, enfatizando que “fui salva pela vacinação, pois sou diabética, estou acima do peso e sou fumante”.

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Com todos os cuidados preventivos durante a pandemia, inclusive esteve no Brasil no ano passado, Simone não imaginou que testasse positivo para o coronavírus. Tudo começou com uma viagem em família para uma estação de esqui, onde conheceram uma brasileira em um barzinho na noite do dia 3. Conversaram cerca de meia hora, e sua nora e ela trocaram telefones. 

Desfrutaram do esqui e snowboard, com muita alegria em família. No entanto, na volta, dentro do carro, ela e a nora começaram a sentir as pernas muito pesadas, além do normal, mas pensaram que tinha sido por causa das atividades. 

SARS-CoV-2 (Pixabay)

No dia seguinte, 6, a brasileira que conheceram enviou uma mensagem de que testou positivo e era para todos se cuidarem. Na verdade, houve um surto nessa estação de esqui.

No hospital “pensei que iria morrer”

Como Simone apresentou outros sintomas como leve dor de garganta, leve sensação de coceira na garganta, leve dor de cabeça e febre não muito alta desde a noite anterior, de 37,6 a 37,8ºC, resolveu fazer uma consulta na clínica onde se trata do diabetes.

Lá testou positivo e a clínica comunicou o Centro de Saúde para as providências de internação, a qual ocorreu já no dia seguinte. “Foi tudo bem rápido”, relatou Simone, que não sabe se foi ômicron, mas tudo indica que sim. Não só ela, como toda sua família testou positivo, só que a única que necessitou se hospitalizar foi ela.

“Quando fui internada fiquei preocupada e ansiosa pois tive que ser colocada no oxigênio. A primeira coisa que me veio à cabeça é que iria morrer”, conta. Mas, “com a rapidez e agilidade em todos os exames, como a ressonância magnética, raio-X do pulmão e outros de sangue, descobriram precocemente um início de pneumonia e o tratamento começou imediatamente”, relembra.

Termo de concordância do uso do Sotrovimab (cedido)

Elogios ao tratamento e ao atendimento

Os médicos usaram o antiviral remdesivir, da Gilead Sciences, recomendado para curar a infecção do trato respiratório inferior e o soro Sotrovimab (ゼビュディ em japonês) para o tratamento do SARS-CoV-2 ou covid.

Ela teve que assinar um termo de concordância para cada um deles. 

Termo de concordância do uso do medicamento remdesivir (cedida)

Como é diabética, esse soro de combate da covid fez aumentar a taxa e teve que se submeter à aplicação de insulina por alguns dias, até a normalização.

“A equipe médica agiu muito rápido. O pronto atendimento foi espetacular”, elogiou Simone.

Além disso, conta que “fiquei encantada com os cuidados da equipe de enfermeiros. Como o banho diário era agendado, quando chegava lá, a ante sala já estava aquecida e a água do chuveiro já quentinha. Viu que espetacular?”.

Em relação ao oxímetro, a taxa era de 91 quando foi internada, mas no dia da alta já estava com 99. Além desse índice, os resultados mostraram que estava livre do início da pneumonia. Mas, lembra que nunca imaginou que estivesse com essa doença, já que os sintomas eram leves. “Se eu não tivesse sido internada não saberia. Se tivesse ficado em casa, o quadro poderia agravar e poderia ser tarde demais quando me internasse“, pontuou.

Ela ficou tão comovida com o atendimento das equipes que escreveu uma carta de agradecimento, à mão, com a ajuda do Google Tradutor, já que não é fluente no idioma japonês.

O lado ruim do tratamento

Quarto do hospital em Okazaki, onde ficou internada. Como a foto é do último dia os equipamentos já haviam sido retirados (cedida)

Nem tudo é maravilhoso por ser diabética. “Passei fome”, disse ela, em tom de brincadeira. Sua alimentação foi rigorosamente controlada, como 90 gramas de pão, o que dá uma fatia e meia. O que ela levou foi quase todo guardado, como bananas, por exemplo. “Mas o salame comi todo”, relata.

Outro aspecto foi o de não conseguir ter boas noites de sono, pois era interrompido a cada hora por causa do oxímetro. “Quando voltar para casa quero dormir uma noite inteirinha”, exclamou.

Dia da alta hospitalar

O médico disse-lhe que só poderia sair para fora de casa quando testasse negativo duas vezes. Em todos os testes diários ainda não tinha esse resultado. 

Na verdade, teria que ficar mais alguns dias, “mas não aguento mais. Quero voltar para casa, junto do meu filho e meu marido”, argumenta.

Para a alta antecipada, o médico lhe impôs algumas condições como atender a visita do enviado pelo Centro de Saúde, se tiver febre ou qualquer alteração no quadro, que vá imediatamente ao hospital, testar negativo e continuar o monitoramento com o oxímetro”.

O hospital providencia um táxi para voltar para casa, pois não pode se locomover de transporte público ou que alguém vá buscá-la.

No final da entrevista, Simone pede para ressaltar novamente a importância da vacinação. “Se eu, com comorbidade, não tivesse sido vacinada já não estaria mais aqui. Foram as duas doses da vacina que me impediram de morrer”, pontuou.

Hokenjo 

Desde antes da alta o Centro de Saúde fez contato e lhe pediu para baixar o app de monitoramento. Diariamente perguntam sobre seu estado de saúde, com texto em japonês e inglês. Simone tem respondido usando o Google Tradutor.

Contou que o atendimento em relação a ela está sendo bom, mas com o marido e filho muda. “Desde que foi entregue o oxímetro não tiveram mais nenhum contato de lá. Já tinha ouvido falar que o hokenjo não liga e não acreditava, mas é verdade”, afirmou.

Quem paga a conta

Cédulas de ¥10 mil (PM)

A conta hospitalar ficou em 350 mil ienes, mas com possibilidade de ser ¥0. O hospital pediu que entregue a fatura ao Hokenjo para preencher um formulário, o qual deve ser encaminhado para a instituição médica para quitação da conta. Há casos em que o paciente paga uma parte, dependendo da renda anual, explicou o hospital.

Linha do tempo da brasileira em janeiro

  • ida à estação de esqui no dia 3 e nessa noite foi ao barzinho
  • sensação de pernas muito pesadas na viagem de volta, dia 5
  • sintomas no dia seguinte (6), por isso, foi à clínica onde se trata do diabetes. Como testou positivo a clínica comunicou o Centro de Saúde (Hokenjo)
  • internação no hospital de Okazaki, dia 7
  • alta hospitalar no dia 15

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