O calor deste ano, no Japão, pode intensificar-se repentinamente após o fim da estação chuvosa, por causa do El Niño. Poderá ser um verão extremamente quente, semelhante aos últimos anos, com o calor prolongando-se até o outono.
Acredita-se que esta tendência de temperatura esteja relacionada não só com o fenômeno El Niño, mas também com outra alteração oceânica que ocorre no Oceano Índico.
De acordo com a previsão trimestral divulgada pela Agência de Meteorologia do Japão (AMJ), em 21 deste mês, as temperaturas médias em todo o Japão deverão ser superiores ao normal (valores médios de 1991 a 2020) em todos os meses de maio a julho.
Além disso, o calor intenso deverá persistir até agosto e, como nos últimos anos, o calor prolongado do verão poderá se estender até o outono.
Curiosidade sobre o nome
O nome El Niño (O Menino, em português) foi dado por pescadores peruanos porque o aquecimento costumava atingir seu pico próximo ao Natal, referindo-se ao Menino Jesus.
O que é El Niño
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica global, mudando padrões de chuva e temperatura em diversas partes do mundo.
O fenômeno ocorre quando os ventos alísios (que sopram de leste para oeste) enfraquecem.
Probabilidade
De acordo com previsões recentes de órgãos como a AMJ e a ONU:
- Há uma probabilidade superior a 90% do El Niño se estabelecer a partir do segundo semestre de 2026.
- Existe o alerta para um possível Super El Niño, com intensidade forte entre setembro e novembro.
- O primeiro ponto de inflexão considerado é se os ventos alísios de sudeste se intensificarão na costa de Sumatra (Indonésia), no início do verão, e como isso afetará o fluxo de vento próximo ao equador no Oceano Índico.
Riscos do Super El Niño
Para o Japão, um Super El Niño em 2026 traria riscos significativos, especialmente relacionados à intensidade de fenômenos extremos como tufões e ondas de calor. De acordo com a AMJ, há 70% de chance de o fenômeno se desenvolver até o verão deste ano.
Os principais impactos esperados incluem:
- Tufões mais fortes e violentos.
- Verão com calor extremo, classificado como cruelmente quente (酷暑日, lê-se kokusho-bi), de máxima de 40ºC.
- Inverno mais quente, com menos neve, o que afetaria as estações de esqui.
- A agricultura poderia amargar seca em algumas áreas e excesso de chuva, colocando as produções de arroz e outros alimentos em risco.
- Aumento nos custos de energia devido ao uso intenso do ar-condicionado.
Fontes: Tenki e AMJ 


