A União Europeia (UE) está prestes a implementar uma mudança significativa no design de smartphones e tablets.
A partir de 18 de fevereiro de 2027, todos os smartphones e tablets vendidos dentro do bloco deverão incluir baterias que possam ser substituídas pelo usuário. Esta medida faz parte de uma iniciativa maior para diminuir o lixo eletrônico e prolongar a vida útil dos dispositivos de consumo.
Autoridades em Bruxelas afirmam que a nova regra tornará o reparo de dispositivos mais acessível e econômico. Os consumidores poderão substituir as baterias por conta própria, em vez de terem que trocar o aparelho inteiro devido à degradação da bateria.
Espera-se que esta política reduza drasticamente o desperdício e diminua os custos de longo prazo para milhões de usuários na Europa.
As novas regulamentações obrigarão os fabricantes de dispositivos a tornar as baterias removíveis e substituíveis sem a necessidade de ferramentas especiais. Caso ferramentas sejam exigidas, elas deverão ser fornecidas gratuitamente no momento da compra do produto.
Além disso, deverá haver um suprimento mínimo de baterias de reposição por um período de cinco anos após a descontinuação de um produto.
Segundo a Comissão Europeia, isso garantirá que o dispositivo seja utilizável a longo prazo e minimizará as atualizações forçadas.
Combate ao lixo eletrônico na Europa
A regra foi introduzida em um momento em que a Europa enfrenta uma crescente preocupação com o lixo eletrônico. De acordo com estatísticas da UE, 150 milhões de smartphones e 24 milhões de tablets são vendidos anualmente na região.
Isso se traduz em aproximadamente 5 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, com menos de 40% sendo reciclados, conforme os registros.
Ao permitir a substituição da bateria, a UE pretende aumentar a vida útil dos dispositivos e reduzir o descarte desnecessário.
Outras medidas de sustentabilidade da UE
A política de baterias baseia-se em outras diretrizes anteriores da UE. Desde 2024, novos smartphones e tablets na UE já devem ser capazes de carregar usando uma conexão universal USB-C.
Esta medida foi implementada para minimizar o desperdício de carregadores e melhorar a interoperabilidade entre os aparelhos. Empresas como Apple e Samsung já adaptaram seus produtos para cumprir este padrão.
A UE também está apertando as regulamentações sobre atualizações de software. Desde 2025, os fabricantes devem oferecer atualizações de sistema por, no mínimo, cinco anos após a última venda do dispositivo.
Isso, segundo as autoridades, mantém os dispositivos seguros e utilizáveis por mais tempo, minimizando ainda mais a necessidade de substituí-los regularmente.
De acordo com as estimativas das autoridades da UE, as medidas combinadas poderão ajudar a economizar aos consumidores até 20 bilhões de euros até 2030. Essas economias provavelmente serão impulsionadas por custos de reparo mais baixos e uma vida útil prolongada dos dispositivos.
Esta política é um indicativo de um forte movimento em direção a uma indústria de tecnologia mais sustentável e focada nos direitos do consumidor, com a Europa liderando essa iniciativa.
Fonte: MSN



