O Japão enfrenta um aumento alarmante nos casos de sarampo, registrando 299 infecções até meados de abril de 2026.
Este cenário marca o segundo ritmo mais rápido de contágio na última década, representando um desafio significativo para a certificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2015, que declarou o país em estado de eliminação da doença. ]
Devido à alta contagiosidade do vírus, que se espalha dez vezes mais facilmente que a gripe, as autoridades de saúde mantêm vigilância rigorosa.
Especialistas apontam que o vírus provavelmente está sendo introduzido no país por turistas internacionais ou residentes que retornam do exterior.
Essa teoria é reforçada pela concentração geográfica dos casos: mais da metade das infecções ocorreu em Tóquio e províncias vizinhas, áreas caracterizadas pela alta densidade populacional e intenso fluxo de pessoas.
Além disso, surtos em clusters foram identificados em locais como Aichi e Kagoshima, à medida que o vírus se propaga pelos centros urbanos.
Desafios na imunização e custos
Um fator determinante para o surto é a queda nas taxas de vacinação, que caíram abaixo do limite de 95% necessário para a imunidade de rebanho desde a pandemia de covid-19.
Embora o cronograma atual inclua duas doses gratuitas financiadas pelo governo, esse sistema foi implementado apenas em 2006, deixando muitos adultos com apenas uma dose ou sem nenhuma vacinação.
Além disso, a imunidade pode enfraquecer com o tempo se não for estimulada naturalmente, tornando a população adulta cada vez mais suscetível, já que as oportunidades de contato com o vírus diminuíram na sociedade japonesa moderna.
Para prevenir novas transmissões, profissionais médicos enfatizam a necessidade de completar o esquema vacinal.
Contudo, o cenário apresenta barreiras financeiras:
- Indivíduos fora da faixa etária do cronograma rotineiro devem pagar cerca de 10 mil ienes do próprio bolso.
- Diretores de clínicas alertam que esse custo é um fardo financeiro significativo que pode causar hesitação na população.
- Há um apelo formal para que o governo forneça financiamento público temporário para cobrir esses custos e garantir uma cobertura vacinal mais ampla em todo o país.
Fonte: MN



