O mercado de ouro no Japão registrou uma queda acentuada na quinta-feira (11).
Segundo dados divulgados pela Tanaka Precious Metal Technologies, o preço de varejo de referência caiu 906 ienes em relação ao dia anterior, atingindo 23.262 ienes por grama às 9h30, o menor nível registrado em 2026.
A desvalorização é atribuída ao aumento das expectativas de que as taxas de juros nos Estados Unidos subam. Como o ouro não gera rendimentos de juros, ele se torna menos atraente para investidores quando ativos que pagam juros, como títulos, apresentam perspectivas de maior retorno.
A trajetória do ouro em 2026
O mercado doméstico de ouro no Japão passou por uma reviravolta dramática este ano. Após atingir recordes históricos meses atrás, o metal precioso viu seu valor recuar significativamente.
No início de 2026, o cenário era de alta, impulsionado pela busca por ativos de refúgio diante de incertezas geopolíticas e preocupações com a economia global.
O ápice dessa valorização ocorreu no dia 29 de janeiro, quando o preço de venda de varejo da Tanaka Precious Metal Technologies superou a marca de 30 mil ienes pela primeira vez, atingindo o recorde de 30.248 ienes por grama.
O ímpeto de alta persistiu até o início de março, sustentado por uma forte demanda de investimento e pela fraqueza do dólar americano.
No entanto, o sentimento do mercado começou a mudar durante a primavera.
Com o aumento das expectativas de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) manteria uma política monetária mais rígida, a demanda pelo metal enfraqueceu.
Os preços recuaram gradualmente ao longo de abril e maio, culminando na queda acentuada observada em junho.
Atualmente, a desvalorização representa uma queda de quase 7 mil ienes por grama em relação ao recorde de janeiro. Apesar da correção, os preços permanecem acima dos níveis observados há poucos anos. Participantes do mercado seguem monitorando a política monetária americana, cientes de que:
- Novos sinais de aumento de juros podem pressionar ainda mais os preços;
- Incertezas econômicas ou tensões geopolíticas podem reaquecer a demanda pelo ouro como ativo de refúgio.
Fonte: NOJ



