Fujiarte - Empregos no Japão - Trabalhe com segurança
Portal Mie PORTAL MIE
Aichi 25°C 19°C
🇺🇸USD→🇯🇵JPY 160.320
Mundo

Segundo turno no Peru: eleição do 9º presidente em uma década turbulenta

Peru vota em segundo turno polarizado para eleger o 9º presidente em uma década de insegurança. Mais de um milhão de eleitores no exterior foram às urnas, inclusive no Japão.

R

Redação

⏱ 4min de leitura
Passagens aéreas no Japão - Alfainter
Ouça agora · Áudio da notícia
Playlist →
00:00
--:--
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez (NHK)

O segundo turno das eleições presidenciais no Peru, realizado no domingo, 7 de junho, coloca frente a frente duas visões de país situadas em extremos opostos do espectro político.

Empregos estáveis no Japão - UT SURI-EMU
Publicidade

De um lado, a candidata de direita Keiko Fujimori, de 51 anos, que defende o controverso legado de seu pai, o autocrata Alberto Fujimori. Do outro, o candidato de esquerda Roberto Sánchez, de 57 anos, aliado do ex-presidente Pedro Castillo — preso após uma tentativa de golpe de Estado em 2022 e a quem Sánchez prometeu conceder indulto. As últimas pesquisas apontam um empate técnico rigoroso, em um cenário de profunda polarização e instabilidade crônica.

O Peru passou por uma série de mudanças presidenciais devido a escândalos de corrupção, com oito presidentes diferentes assumindo o cargo nos últimos 10 anos, o que indica uma turbulência política contínua. Nesta eleição, o foco está em abordar o agravamento da situação de segurança e a desigualdade econômica.

Um dos fatores que contribuem para o problema é a expansão de organizações criminosas que extorquem dinheiro de proteção do setor de transportes, como empresas de ônibus, e de comerciantes.  

Polarização no Peru

Entre os eleitores de Keiko Fujimori na capital, Lima, onde a candidata concentra forte apoio, o temor de que o país se transforme em um regime comunista é o principal combustível do voto. “Votei na Keiko, na democracia. Espero que não roubem a eleição desta vez, que é o que a esquerda sempre faz”, afirmou Mariana Rodríguez, de 72 anos, ao comparecer às urnas. Sua sobrinha, Valeria Rodríguez, de 23 anos, endossou a preocupação com as promessas de Sánchez. “Preocupa-me a ameaça de confiscar os negócios das pessoas para distribuí-los e o desrespeito aos contratos”, disse a jovem, sendo interrompida pela tia: “Não é para os pobres, é para eles mesmos ficarem com os negócios. Temos que ficar vigilantes; não podemos dar chance à esquerda“.

O fator futebol na reta final

Na reta final da campanha, Keiko Fujimori gerou polêmica ao incorporar à sua equipe política o dirigente esportivo Jean Ferrari, uma figura que desperta tanta polarização no futebol quanto na política. Ligado ao clube Universitario de Deportes, Ferrari é criticado por um comportamento frequentemente associado ao de um hooligan. O comício de encerramento da campanha fujimorista foi realizado justamente na esplanada do Estádio Monumental, casa do “U”.

Recomendadas para você

Em um país profundamente apaixonado por futebol, a aliança levantou questionamentos sobre a perda de votos na reta final. Na escola Isabel La Católica, no bairro de La Victoria — localizada em frente ao estádio Alejandro Villanueva, do Alianza Lima, maior rival do Universitario —, as opiniões dividem-se. Óscar Mendoza, que foi votar vestindo a camisa do Alianza, acredita que a estratégia pode se voltar contra a candidata. “Não me surpreende, porque Ferrari é um personagem que sempre buscou o poder. Ele tem energia negativa e pode prejudicar Keiko”, avaliou. Já Junior Quintana, também torcedor do Alianza, admitiu ter votado em Fujimori apesar do incômodo com o dirigente: “Isso me incomodou, mas preciso cuidar dos meus filhos, e a esquerda não traz nada de bom”.

Logística e votação de mais de 1 milhão de eleitores no exterior

O cadastro eleitoral final, aprovado pela Junta Nacional Eleitoral (JNE), abrange 27.325.432 eleitores registrados. Desse total, 26.114.619 residem no território nacional, distribuídos pelas 25 regiões do país. O restante corresponde ao eleitorado no exterior, cujo processo de votação é monitorado em tempo real por um Centro de Monitoramento global, cobrindo 2.506 seções eleitorais nos cinco continentes.

Devido ao fuso horário, a votação começou no sábado, às 14h (horário peruano), na Oceania e na Ásia. As primeiras 112 seções eleitorais já foram encerradas em países como Nova Zelândia, Austrália, Japão, Coreia do Sul, China, Singapura, Filipinas e Malásia.

Na Europa, no Oriente Médio e na África, o pleito está em suas horas decisivas. Cidades com alta densidade de imigrantes peruanos, como Madri, Barcelona e Milão, registraram um fluxo intenso de milhares de eleitores. Pela primeira vez na história, cidadãos peruanos também puderam votar na região do Golfo, com seções abertas na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Israel, Jordânia, Kuwait e Catar. Simultaneamente, os consulados-gerais nas Américas iniciaram seus trabalhos, com as últimas seções americanas abrindo na Costa Oeste, em cidades como Seattle, Phoenix, Los Angeles e São Francisco.

Fontes: NHK, Governo do Peru, Infobae e El País

+ lidas agora

em alta
🎥 Assista ao vídeo desta notícia
Seguidores
10.799

Curta o Portal Mie no Facebook

Receba novidades e destaques direto no seu feed.