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Tensão máxima em Ormuz: EUA retomam bloqueio e Irã ameaça retaliar

Uso inédito de drones marítimos pelos EUA eleva tensão militar com o Irã. Trump anuncia bloqueio naval ao Irã e propõe taxa de 20% sobre cargas em Ormuz.

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Redação

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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Ataque americano com uso de drone
Ataque americano com uso de drone (imagem de IA baseada em foto real)

As tensões no Oriente Médio atingiram um novo ápice após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o restabelecimento do bloqueio naval no Estreito de Ormuz na segunda-feira (13), horário de Washington. 

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A medida, divulgada em suas redes sociais, reverte a suspensão decretada em junho pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM) e visa asfixiar o comércio marítimo do Irã e de seus parceiros comerciais. Embarcações de nações neutras sem relação com Teerã, contudo, manterão o direito de livre trânsito.

Além do bloqueio, a Casa Branca propôs a criação de uma sobretaxa de 20% sobre toda a carga em trânsito pela região.

Segundo o governo americano, a taxa servirá para cobrir os custos operacionais de segurança no estreito, transferindo parte do ônus financeiro aos países que dependem da proteção naval dos EUA para navegar na área.

O Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), liderado pela Marinha americana, confirmou que o bloqueio total a portos, terminais petrolíferos e áreas costeiras iranianas entrará em vigor às 20h GMT de 14 de julho. Cargas humanitárias serão permitidas, mas passarão por rigorosa inspeção prévia.

Resposta do Irã e o alerta regional

A reação de Teerã foi imediata e contundente. O Comando Central iraniano declarou, por meio da mídia estatal, que os EUA não terão permissão para intervir na gestão do Estreito de Ormuz. Em um aviso claro aos vizinhos do Oriente Médio, o porta-voz iraniano afirmou que qualquer cooperação com Washington será interpretada como um “ato de guerra contra a soberania” do país.

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O comunicado subiu o tom contra nações que abrigam bases militares americanas, alertando que, caso o conflito se intensifique, “as chamas do conflito envolverão todos os países da região”, responsabilizando diretamente os EUA e seus aliados por qualquer desestabilização.

Combate inédito com drones marítimos

O clima de hostilidade ganhou contornos ainda mais graves após o CENTCOM confirmar um ataque bem-sucedido na noite anterior utilizando, pela primeira vez na história militar dos EUA, drones marítimos de superfície em operações de combate.

Três veículos não tripulados do modelo Corsair atingiram uma instalação de manutenção de submarinos e navios no porto da Base Naval de Bandar Abbas, no Irã. De acordo com o comando americano, a ação neutralizou temporariamente a capacidade iraniana de realizar novos ataques contra navios mercantes na região.

Fontes: JNN, NHK, X e Iran Intl

 

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