O forte terremoto que atingiu Kumamoto nesta terça-feira (28) provocou a paralisação temporária de fábricas de grandes montadoras e fabricantes nas províncias de Kumamoto, Fukuoka e Oita. Toyota, Honda e Daihatsu interromperam suas operações para verificar a segurança dos funcionários, prédios e equipamentos.
A Toyota informou que suspendeu as atividades em três fábricas localizadas na província de Fukuoka. A empresa realiza inspeções nos equipamentos e verifica possíveis danos entre fornecedores de peças. A previsão inicial é retomar as operações na quarta-feira (29), desde que as condições de segurança sejam confirmadas.
A Honda também paralisou sua fábrica situada no município de Ozu, na província de Kumamoto. Todos os trabalhadores foram liberados para voltar para casa e, até o momento do comunicado, não havia informações sobre funcionários feridos. No entanto, o acionamento dos sprinklers durante o terremoto provocou vazamentos e alagamentos em algumas áreas internas.
Honda e Daihatsu mantêm produção suspensa
Por causa dos danos causados pela água, a Honda decidiu manter a unidade de Ozu sem funcionar durante o período diurno de quarta-feira (29). A Daihatsu, por sua vez, interrompeu as operações em fábricas nas províncias de Fukuoka e Oita. Não foram constatados danos graves aos prédios, mas a retomada será decidida somente após inspeções nos equipamentos.
Outras grandes empresas também verificavam possíveis impactos. A TSMC e a Sony, que possuem fábricas de semicondutores em Kikuyo, evacuaram trabalhadores ou iniciaram levantamentos internos. A Bridgestone suspendeu temporariamente sua fábrica em Tamana, mas informou não ter casos de funcionários feridos e danos em equipamentos.
Lojas de conveniência fechadas
O terremoto também afetou o funcionamento de lojas de conveniência. Até as 18h de terça-feira, cerca de 30 unidades da 7-Eleven em Kumamoto estavam sem energia, com parte delas fechada. A Lawson informou a suspensão das atividades em 23 lojas de Kumamoto e uma de Kagoshima, enquanto a FamilyMart registrou nove estabelecimentos fechados em Kumamoto.
Entre os motivos para as paralisações estavam a falta de energia e a impossibilidade de funcionários chegarem ao trabalho. Empresas ressaltaram que a segurança dos trabalhadores e clientes será priorizada antes da retomada das operações.
Fontes: NHK e comunicados das empresas



