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Província no Japão oferecerá recompensa para combater trabalho estrangeiro ilegal

Com o maior número de trabalhadores estrangeiros ilegais entre as 47 prefeituras do Japão em 2024, Ibaraki visa combater o problema, mas a iniciativa gerou preocupações sobre discriminação e divisão social.

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Ibaraki: ¥10.000 por denúncia de emprego estrangeiro ilegal
Ibaraki: ¥10.000 por denúncia de emprego estrangeiro ilegal (imagem ilustrativa/PM)

A província de Ibaraki anunciou que um plano controverso para recompensar pessoas que denunciarem empresas que contratam trabalhadores estrangeiros ilegais entrará em vigor a partir de 11 de maio. A medida visa combater o problema do trabalho ilegal na região.

Ibaraki, que em 2024 registrou o maior número de trabalhadores estrangeiros ilegais entre as 47 províncias do Japão, encaminhará os empregadores denunciados à polícia após a verificação das informações. A província oferecerá 10.000 ienes (cerca de 65 dólares) se a denúncia levar à abertura de um caso.

As denúncias serão limitadas a empresas que contratam trabalhadores estrangeiros de forma ilegal. A província planeja emitir diretrizes claras, incluindo a proibição de que os relatórios sejam baseados unicamente na aparência ou nacionalidade dos indivíduos, buscando evitar preconceitos.

Os relatórios poderão ser enviados através do site da província, exigindo que o denunciante forneça informações pessoais como nome, endereço e número de telefone. Além disso, será necessário incluir uma cópia de um documento de identificação, como a carteira de motorista, para validar a denúncia.

Preocupações com discriminação e divisão social

Desde que foi anunciado em fevereiro, o sistema tem gerado preocupação. Uma associação de advogados local e um grupo cívico que apoia residentes estrangeiros manifestaram-se, afirmando que a iniciativa pode fomentar a discriminação e a divisão social na comunidade. Críticos argumentam que a recompensa pode incentivar denúncias infundadas ou motivadas por preconceito, em vez de focar na legalidade do emprego.

Apesar das críticas, Ibaraki mantém a decisão de implementar o programa, justificando-o como uma ferramenta necessária para lidar com o crescente problema do trabalho ilegal na província.

A expectativa é que as diretrizes detalhadas ajudem a mitigar os riscos de discriminação e garantam que o sistema seja utilizado de forma justa e eficaz.

Fonte: JT