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Brasil tem base militar secreta da China e há outras 9 na América do Sul

Sabia que o Brasil tem base militar secreta da China? E que na América do Sul há outras mais? Veja quais são os riscos.

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Redação

Atualizado em 03/03/2026

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China
Foto ilustrativa de torre de satélite (PM)

Um relatório do Congresso dos EUA aponta que a China tem uma base militar secreta no Brasil e cita parcerias no Nordeste com potencial para uso duplo, envolvendo dados de satélite e radioastronomia, ao mesmo tempo que descreve uma rede regional de instalações e alerta para os riscos de influência através da infraestrutura espacial.

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Segundo o documento do Comitê Seleto do Partido Comunista Chinês, a estrutura mencionada no país é a Estação Terrestre Tucano, apresentada como resultado de um acordo assinado em 2020 entre a startup brasileira Ayla, identificada no relatório como Ayla Nanosatellites, e a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology, do setor aeroespacial.

Essa instalação teria endereço em Salvador, capital da BahiaA parceria teria sido firmada em 2025 para a colaboração bilateral em pesquisa avançada em radioastronomia.

O empreendimento é acompanhado de perto, segundo o documento, pois “as aplicações tecnológicas mais amplas desses sistemas de observação do espaço profundo podem ter capacidades de uso duplo para inteligência militar”.

De acordo com o Poder 360, “O documento lista a instalação brasileira como ‘não oficial’ e afirma que ela dá a capacidade para a China identificar ativos militares estrangeiros e rastrear objetos espaciais em tempo real no continente sul-americano”.

Laboratório da China na Paraíba

Segundo o jornal Diário da Região, “O relatório menciona a instalação do Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia Tecnologia na Serra do Urubu, na Paraíba.

Trata-se de uma parceria entre o Instituto de Pesquisa em Comunicações da Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China com a UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) e a UFPB (Universidade Federal da Paraíba)”.

A colaboração com a Força Aérea Brasileira (FAB) e o projeto BINGO (Baryon Acoustic Oscillations in Neutral Gas Observations) integra algoritmos capazes de categorizar sinais de interesse para a defesa da China.

Importância para a China

Esse relatório dos Estados Unidos ainda aponta que a China tem pelo menos 10 bases secretas na América do Sul, sendo 2 na Venezuela, 2 na Bolívia, 4 no Chile e uma na Argentina.

Para a China, a localização da América Latina é insubstituível. Ao contrário das potências ocidentais com redes globais consolidadas, Pequim tinha lacunas em sua cobertura que limitavam o rastreamento de satélites concorrentes.

Acordos com governos da região preencheram essa lacuna, garantindo vigilância constante e em tempo real à medida que os ativos espaciais transitam pelo Hemisfério Ocidental.

Fachada “civil” do uso militar

china
Imagens ilustrativas (PM)

Embora os projetos sejam promovidos como iniciativas de monitoramento ambiental, educação ou comunicação, a realidade técnica aponta para um uso duplo.

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Os contratos permitem que organizações como a Administração Espacial Nacional da China operem sistemas avançados que são, em última instância, supervisionados pelos militares chineses.

Essa ambiguidade permite que centros acadêmicos e radiotelescópios astronômicos acabem fortalecendo a coleta de informações de inteligência para a defesa.

Segundo o relatório americano, a capacidade da China de rastrear mísseis e coletar informações da América Latina altera o equilíbrio global de poder.

Essas bases fornecem ao Exército de Libertação Popular os dados necessários para identificar, monitorar e potencialmente neutralizar sistemas pertencentes a potências rivais.

Ao utilizar frequências semelhantes às dos sistemas de defesa dos EUA, o risco de sabotagem ou vigilância não detectada aumenta consideravelmente.

Destaca ainda que a falta de transparência nos acordos e a dependência tecnológica geraram intensos debates sobre a soberania nacional nos países anfitriões.

Recomendações internacionais sugerem a implementação de auditorias técnicas rigorosas e controles legais estritos para impedir que a infraestrutura científica seja usada como arma de guerra pelo regime chinês.

A publicação do relatório intensificou a atenção sobre o tema justamente por envolver um setor onde as fronteiras entre uso civil e militar podem ser tênues, especialmente quando as mesmas antenas e redes de comunicação atendem a múltiplos clientes, missões e constelações.

Fontes: Poder 360, KCH, CPG e Diário da Região

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