Japão e Austrália selaram um acordo significativo no sábado (18) para o fornecimento de quase uma dúzia de fragatas stealth à marinha australiana.
Este movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de Camberra para fortalecer sua capacidade militar de longo alcance e, assim, dissuadir a China na região do Indo-Pacífico.
O pacto, anunciado no ano passado e considerado um dos maiores acordos de exportação de defesa do Japão desde a Segunda Guerra Mundial, prevê que a Austrália desembolse AU$10 bilhões (cerca de US$6 bilhões) ao longo dos próximos 10 anos para adquirir esta frota de navios de guerra avançados.
Eficiência na aquisição e tecnologia de ponta
A cerimônia de assinatura do contrato para a entrega das três primeiras embarcações contou com a presença do ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, conforme informado pelo Ministério da Defesa australiano.
O ministro da Indústria de Defesa da Austrália, Pat Conroy, destacou a velocidade do processo. “Esta é a aquisição mais rápida para a Marinha Real Australiana em tempos de paz”, afirmou Conroy.
Ele acrescentou que a colaboração com parceiros industriais japoneses e australianos visa adquirir “uma das mais, se não a mais, avançadas fragatas de uso geral do mundo”.
Expansão da forta e vantagem competitiva
A Austrália tem planos ambiciosos de expandir sua frota de grandes navios de guerra, passando de 11 para 26 embarcações na próxima década, e as fragatas japonesas desempenharão um papel crucial nesse objetivo.
A licitação para o fornecimento dessas embarcações foi vencida pela Mitsubishi Heavy Industries, superando a alemã Thyssenkrupp Marine Systems. As fragatas da classe Mogami são reconhecidas por serem navios de guerra stealth avançados, equipados com um potente arsenal de armas.
Fortalecimento de alianças no Indo-Pacífico
Este acordo reflete o aprofundamento da cooperação do Japão com aliados dos EUA na região da Ásia-Pacífico, que, assim como Tóquio, estão envolvidos em disputas territoriais com a China.
Tanto o Japão quanto a Austrália são membros do grupo “Quad”, ao lado da Índia e dos Estados Unidos, o que sublinha a importância estratégica desta parceria para a segurança regional.
Fonte: CNA



