A escalada do conflito entre as forças dos EUA-Israel e o Irã está causando uma vasta interrupção nos negócios em todo o Oriente Médio.
Após ataques retaliatórios com mísseis e drones no dia 2 de março, grandes centros comerciais como Dubai e Bahrein estão presenciando o fechamento generalizado de lojas e operações funcionando com equipes reduzidas e “voluntárias”.
O impacto nos negócios é significativo.
Grandes players do varejo, como o Chalhoub Group (que representa marcas como Versace e Sephora), Kering (Gucci), Apple e H&M, fecharam temporariamente suas lojas em mercados importantes, incluindo Bahrein, os Emirados Árabes Unidos (EAU), Kuwait e Catar.
Logística e reação dos mercados financeiros
A logística também foi duramente atingida. A Amazon suspendeu as entregas regionais e fechou seu centro de distribuição em Abu Dhabi, enquanto o grupo de bens de consumo Reckitt encerrou as atividades de sua fábrica no Bahrein.
Os mercados financeiros reagiram rapidamente à instabilidade. As ações de conglomerados de luxo como LVMH, Hermes e Richemont registraram quedas entre 4% e 5,7%, refletindo a preocupação dos investidores com a situação na região.
Embora o Oriente Médio represente entre 5% e 10% dos gastos globais com luxo, a região foi a de melhor desempenho para a indústria em 2025.
Especialistas alertam que aeroportos fechados e a infraestrutura turística danificada – como o ataque ao hotel Fairmont Palm – colocam centenas de milhões de dólares em vendas de viagens e varejo em risco.
Além disso, se os consumidores do Oriente Médio não puderem viajar para a Europa, as vendas em capitais da moda como Paris e Milão também deverão sofrer um impacto considerável.
Fonte: ST



