Na quinta-feira (5), o Departamento de Polícia Metropolitana informou que prendeu dois mianmarenses, residentes em Tóquio, sob suspeita de violar a Lei da Prática de Medicina por cirurgias plásticas clandestinas.
Cirurgias plásticas baratas: danos irreversíveis
Os dois teriam cúmplices na realização de cirurgias plásticas, com incisões nas pálpebras e injeções, para a blefaroplastia asiática. As três mulheres na faixa dos 30 anos, todas da mesma nacionalidade dos suspeitos, foram clientes em cinco ocasiões, entre maio de 2025 e fevereiro de 2026. Elas foram atendidas em um cômodo de um apartamento em um prédio em Tóquio.
Os dois supostos especialistas em procedimentos estéticos faziam publicações no Facebook para atrair clientes, incluindo a blefaroplastia asiática, para criar uma dobra na pálpebra superior.
Uma delas denunciou essa clínica clandestina dizendo que “passei por uma cirurgia, mas está difícil abrir os olhos”, depois de ter pago 120 mil ienes. Outras duas clientes se submeteram a cirurgias semelhantes e ficaram com danos permanentes, informou a polícia.
Negação
“Nunca realizei nenhum procedimento médico”, negou um deles, em relação às cirurgias plásticas. O outro disse que “apenas auxiliei nas cirurgias e não realizei suturas ou apliquei injeções”.
Procedimentos estéticos no Japão
A legislação japonesa é clara em relação à prática de procedimentos estéticos que necessitem incisões e injeções: só podem ser realizados por médicos que tenham a licença para o exercício da profissão.
Portanto, procedimentos como aplicações de botox ou ácido hialurônico para preenchimentos ou outras formas não podem ser feitos por esteticistas. A blefaroplastia, por exemplo, só pode ser realizada por médicos.
No Japão, o papel da esteticista é focado em tratamentos não invasivos, como massagens faciais, peelings superficiais e uso de aparelhos de estética que não perfuram a pele.
Fontes: JNN e Sankei 


