Com o acordo firmado entre EUA e Irã na manhã de quarta-feira (8), horário de Tóquio, a situação crítica de fome e sede dos tripulantes dos navios parados no Estreito de Ormuz pode chegar ao fim. Mas, um outro problema pode ser um entrave: a cobrança de pedágio.
20 mil tripulantes em situação de sobrevivência
Estima-se que 2 mil navios-cargueiros estejam parados no Estreito de Ormuz, bloqueado após a investida dos EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
São aproximadamente 20 mil tripulantes isolados no Golfo Pérsico há mais de um mês e enfrentam uma crise de sobrevivência.
Alguns deles já estão sem comida e água potável, recorrendo à pesca para a alimentação e até mesmo usando água condensada de aparelhos de ar-condicionado para beber.
Situação crítica dos marinheiros
A situação no local está crítica. O reabastecimento também está se mostrando difícil.
O porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), um importante centro de abastecimento, tem sido alvo de ataques repetidos, interrompendo a cadeia de suprimentos e causando a disparada dos preços de alimentos como frutas.
As viagens aéreas para troca de tripulação também são escassas e caras, atrasando as mudanças de pessoal.
A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF), com sede em Londres, revelou ter recebido aproximadamente mil pedidos de assistência de marinheiros que navegam desde o início do conflito.
Alguns desses pedidos referiam-se à escassez de alimentos e cerca de 200 solicitavam assistência para retornar para casa. Mais da metade das solicitações dizia respeito a questões salariais e contratuais relacionadas à permanência na zona de conflito.
A ITF criticou a situação, afirmando que “é inaceitável colocar os marinheiros em risco“.
Pedágio para navegar no Estreito de Ormuz
Já havia vazado uma informação de que o governo iraniano estaria cobrando pedágio para permitir a navegação.
Enquanto Trump e o governo iraniano estavam em negociação para a reabertura do Estreito de Ormuz, o país persa considerava cobrar algo em torno de US$ 2 milhões (cerca de 320 milhões de ienes) de pedágio para permitir a navegação dos navios-tanque parados.
O motivo seria a arrecadação de fundos para a reconstrução do país.
Não há informação se o pedágio continuará nesse período de 2 semanas de trégua.
Fontes: Chuo Nippo e Times Brasil 


