A Deutsche Lufthansa AG está prestes a cancelar 20 mil voos de curta distância considerados antieconômicos de sua programação de verão europeia.
A medida visa economizar combustível de aviação, cujo preço dobrou desde o início do conflito no Irã.
Os cortes equivalerão a 1% dos assentos-quilômetro disponíveis – uma medida da capacidade de transporte de uma companhia aérea – e economizarão cerca de 40 milhões de Kg de combustível, conforme declarado pelo maior grupo aéreo da Europa na terça-feira (21).
Medidas drásticas e crise no Oriente Médio
Essa decisão segue anúncios anteriores da companhia, feitos em meados de abril, sobre o fechamento de sua unidade regional Cityline e a paralisação de 27 aeronaves mais antigas e com alto consumo de combustível.
A Lufthansa tem tomado algumas das medidas mais drásticas entre as companhias aéreas globais desde o início do conflito no Oriente Médio, enquanto também lida com paralisações de pilotos e tripulantes de cabine.
Cronograma de cancelamentos e impacto global
Os primeiros 120 cancelamentos foram implementados no dia 21 de abril, durante até o final de maio. Reduções mais amplas, que se estenderão até o final da temporada de verão, serão divulgadas até o final de abril ou início de maio.
Globalmente, a capacidade da indústria para maio foi reduzida em cerca de 3 pontos percentuais, com 20 maiores companhias aéreas, exceto uma, cortando voos, de acordo com dados compilados pela empresa de análise Cirium.
Previsões do setor e reestruturação interna
A Cirium está revisando uma previsão inicial de crescimento de 4% a 6% para 2026 e afirma que um declínio de até 3% é possível sob certas condições.
A Lufthansa está buscando aumentar a lucratividade com um plano para cortar 4 mil empregos administrativos até 2030 e transferir mais voos de curta distância para unidades de baixo custo, como a City Airlines e a Discover, onde os custos de tripulação são até 40% menores do que na companhia aérea principal.
Fonte: ST



