No caso da menina tailandesa, que tinha 12 anos na época e foi encontrada em uma casa de massagem no Japão, vítima de tráfico humano pela própria mãe, um tribunal criminal de Bangkok, capital da Tailândia, condenou a ré.
A ré, mãe da menina tailandesa, fugiu do Japão em julho para Taiwan. Em outubro do ano passado, foi encontrada e deportada em dezembro para responder na Justiça do seu país.
A ré tailandesa foi acusada de tráfico humano por ter levado a filha do seu país, para forçá-la a trabalhar em uma casa de massagem disfarçada para prostituição, em Bunkyo-ku, Tóquio. As duas chegaram ao Japão em junho de 2025.
A menina tailandesa foi resgatada em Tóquio em setembro e, posteriormente, a pedido dela própria e de sua avó, foi repatriada no ano passado para poder voltar a estudar. Atualmente, recebe apoio e cuidados em um abrigo administrado por uma ONG de assistência social.
Juiz atenuou a pena
A promotoria desse julgamento indiciou a mãe por outros crimes também. A ré declarou: “Foi para pagar minhas dívidas. Menti para a casa e disse que minha filha tinha 20 anos para que ela pudesse trabalhar lá. A culpa é toda minha”.
Durante o depoimento, a ré tailandesa desabou em choro, sendo vista por seus familiares que estavam na plateia para acompanhar o julgamento.
No julgamento realizado na segunda-feira (29), horário local, o juiz proferiu a sentença de 7 anos e 6 meses de prisão. “A ré admitiu a culpa, portanto, as circunstâncias atenuantes foram consideradas”, disse o magistrado.
Fontes: JNN e NHK



