Crise da Rússia e Ucrânia substitui covid como principal risco às redes de fornecimento globais

O maior risco mudou da pandemia para o conflito militar entre Rússia e Ucrânia e incertezas geopolíticas e econômicas que ele criou.

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Prédio residencial destruído por míssil russo em Kiev, fevereiro de 2022 (banco de imagens)

A covid-19 conduziu as redes de fornecimento globais ao ponto de ruptura, causando escassez e enviando os preços lá para cima.

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Bem quando a pandemia parece ter se acalmado, a invasão russa da Ucrânia ameaça mexer ainda mais com as frágeis redes de fornecimento.

A Rússia é uma grande produtora de commodities, de tudo desde petróleo e gás natural ao paládio e trigo.

A Ucrânia também é uma grande exportadora de trigo, assim como neônio. A crise está colocando dúvidas sobre a disponibilidade de uma parte considerável desses suprimentos vitais.

“O maior risco que as redes de fornecimento globais enfrentam mudou da pandemia para o conflito militar entre Rússia e Ucrânia e incertezas geopolíticas e econômicas que ele criou”, escreveu o economista Tim Uy da Moody’s Analytics em um relatório na quinta-feira (3).

A Moody’s alertou que a crise entre Rússia e Ucrânia “vai só exacerbar a situação de companhias em muitas indústrias”, principalmente aquelas dependentes de fontes de energia.

A Europa, em particular, sentirá o maior impacto dos aumentos dos preços de energia, porque ela é dependente da Rússia para gás natural. Preços do petróleo aumentaram no mundo, deixando a gasolina mais cara e elevando o custo para companhias aéreas e outras indústrias, como plástico, que dependem de petróleo.

O conflito entre Rússia e Ucrânia também poderá colocar mais pressão sobre a escassez global de chips para computadores, que começou durante a covid-19 e tem estado no centro do aumento nos preços de carros novos e usados.

A Moody’s apontou que a Rússia fornece 40% do paládio do mundo, uma fonte fundamental usada na produção de semicondutores. Além disso, a Moody’s disse que a Ucrânia produz 70% do neônio mundial, um gás usado na fabricação de chips de computadores.

Fonte: CNN

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Míssil lançado pela Coreia do Norte cai fora da ZEE do Japão

Publicado em 5 de março de 2022, em Ásia

O míssil da Coreia do Norte foi lançado na manhã de sábado em direção ao Mar do Japão.

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Kim Jong-un na Assembleia do Partido dos Trabalhadores realizada em dez/2021

O Ministério da Defesa do Japão anunciou às 8h58 de sábado (5) que um possível míssil balístico havia sido lançado da Coreia do Norte em direção ao arquipélago japonês.

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A informação foi divulgada também pelas Forças Armadas da Coreia do Sul e o lançamento ocorreu por volta das 8h53 segundo a Guarda Costeira do Japão.

Por volta das 9h30 o Ministério da Defesa informou que o míssil caiu fora da ZEE-Zona Econômica Exclusiva do Japão e que não constatou danos em nenhuma embarcação.

Os exércitos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos estão investigando sobre o disparo. 

Este foi o nono lançamento da Coreia do Norte somente este ano, sendo que o anterior ocorreu em 27 de fevereiro.

Fontes: NHK, Asahi e ANN

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