Rússia nega bombardeio na usina nuclear da Ucrânia em reunião do Conselho de Segurança da ONU

Na reunião os países ocidentais acusaram a Rússia pelo bombardeio na usina nuclear, mas o Kremlin negou dizendo que faz parte da desinformação contra o país.

Reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU (NHK)

Uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU foi realizada após o bombardeio da Rússia em uma área da maior usina nuclear da Europa no sudeste da Ucrânia.

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Muitos países ocidentais acusaram a Rússia de ameaçar a segurança dos civis em toda a Europa, porém o embaixador russo Vassily Nebenzia alegou que “foram os operadores ucranianos que incendiaram a instalação” e criticou os Estados Unidos por solicitarem essa reunião de emergência.

“Tudo isso faz parte de uma campanha sem precedentes e de desinformação contra a Rússia“, alegou Nebenzia.

A reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU foi realizada na manhã de sexta-feira e depois da 1h30 de sábado (5), horário Tóquio, a pedido dos países membros da Europa e dos Estados Unidos.

Entre eles, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, acusou que “o ataque da Rússia é incrivelmente imprudente e perigoso” e pediu a retirada imediata do seu exército da Ucrânia.

Embora o bombardeio não tenha causado consequências no nível de radioatividade, causou temor de uma nova catástrofe nuclear.

TerroRussia, chamou o representante da Ucrânia

Sergiy Kyslytsya, representante da Ucrânia, na reunião (Ukrinform)

O representante da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, fez um apelo durante a reunião. “Já é dever comum da comunidade internacional deter assassinos e terroristas russos. Pare fechando os céus sobre a Ucrânia. Pare apoiando a Ucrânia em termos de segurança e assistência humanitária. Pare expulsando os russos das instituições internacionais, pois eles não merecem estar entre nações civilizadas e responsáveis”, enfatizou.

“A Rússia nem tenta escondê-los. Áreas residenciais de cidades e vilas ucranianas em todo o país estão sendo arruinadas por bombas, e mísseis russos. Civis pacíficos estão sendo mortos, infraestrutura crítica totalmente danificada. Ainda ontem, ataques aéreos russos mataram 47 moradores pacíficos da cidade de Chernihiv, incluindo crianças. Mas não é suficiente para a Rússia. Ou TerroRussia, como já podemos chamar”, observou Kyslytsya.

Putin diz que está aberto ao diálogo com Ucrânia, com exigências

Na sexta-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em conversa telefônica com o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, o qual pediu o fim dos combates, disse que está “aberto ao diálogo com o lado ucraniano, bem como com todos aqueles que querem a paz na Ucrânia. Mas com a condição de que todas as exigências russas sejam atendidas“.

Essas exigências são a neutralização e desmilitarização, conforme conversa anterior com Emmanuel Macron, presidente da França.

Fontes: NHK e DW

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Crise da Rússia e Ucrânia substitui covid como principal risco às redes de fornecimento globais

Publicado em 5 de março de 2022, em Notícias do Mundo

O maior risco mudou da pandemia para o conflito militar entre Rússia e Ucrânia e incertezas geopolíticas e econômicas que ele criou.

Prédio residencial destruído por míssil russo em Kiev, fevereiro de 2022 (banco de imagens)

A covid-19 conduziu as redes de fornecimento globais ao ponto de ruptura, causando escassez e enviando os preços lá para cima.

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Bem quando a pandemia parece ter se acalmado, a invasão russa da Ucrânia ameaça mexer ainda mais com as frágeis redes de fornecimento.

A Rússia é uma grande produtora de commodities, de tudo desde petróleo e gás natural ao paládio e trigo.

A Ucrânia também é uma grande exportadora de trigo, assim como neônio. A crise está colocando dúvidas sobre a disponibilidade de uma parte considerável desses suprimentos vitais.

“O maior risco que as redes de fornecimento globais enfrentam mudou da pandemia para o conflito militar entre Rússia e Ucrânia e incertezas geopolíticas e econômicas que ele criou”, escreveu o economista Tim Uy da Moody’s Analytics em um relatório na quinta-feira (3).

A Moody’s alertou que a crise entre Rússia e Ucrânia “vai só exacerbar a situação de companhias em muitas indústrias”, principalmente aquelas dependentes de fontes de energia.

A Europa, em particular, sentirá o maior impacto dos aumentos dos preços de energia, porque ela é dependente da Rússia para gás natural. Preços do petróleo aumentaram no mundo, deixando a gasolina mais cara e elevando o custo para companhias aéreas e outras indústrias, como plástico, que dependem de petróleo.

O conflito entre Rússia e Ucrânia também poderá colocar mais pressão sobre a escassez global de chips para computadores, que começou durante a covid-19 e tem estado no centro do aumento nos preços de carros novos e usados.

A Moody’s apontou que a Rússia fornece 40% do paládio do mundo, uma fonte fundamental usada na produção de semicondutores. Além disso, a Moody’s disse que a Ucrânia produz 70% do neônio mundial, um gás usado na fabricação de chips de computadores.

Fonte: CNN

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