Tribunal concede direito de permanência no Japão a nepalês doente, para continuar seu tratamento

Um nepalês residente em Aichi ganhou a causa no tribunal para prosseguir no Japão a fim de continuar o tratamento do tumor cerebral.

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Imagem ilustrativa do martelo do juiz (PxHere)

Um cidadão nepalês de 40 anos que mora na cidade de Toyokawa (Aichi), sob tratamento médico de um tumor cerebral, entrou com uma ação judicial para requerer sua permanência, antes negada.

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Na quinta-feira (30) o juiz do Tribunal do Distrital de Nagoia lhe concedeu o direito à permanência especial, revogando a disposição anterior que lhe negou o visto.

O juiz disse que “a necessidade de tratamento é uma situação que deve ser vista positivamente a partir das considerações humanitárias” e que “a desaprovação foi extremamente despropositada em termos de normas sociais”.

Segundo os autos, o nepalês veio ao Japão em 2011 com visto de estadia de curto prazo. Depois permaneceu ilegalmente e em 2018 foi diagnosticado com um tumor cerebral em um hospital da província de Aichi.  

Em 2020 deu entrada no requerimento para obter o visto de refugiado porque no seu país de origem não há os medicamentos usados e demonstrou querer continuar o tratamento no Japão. No entanto, não conseguiu obter esse visto, por isso, entrou com essa ação judicial.  

Fonte: Mainichi

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A importância da família no tratamento dos transtornos mentais

Publicado em 1 de julho de 2022, em Eliana A. C. I. Nonaka

Compreenda os motivos da importância de acolher e ajudar a pessoa da família que sofre com algum tipo de transtorno mental.

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Imagem ilustrativa de família em reunião (banco de imagens)

Muito se tem sofrido na atualidade com a grande dificuldade que temos de lidar com os transtornos mentais. Não é difícil nos depararmos com um grande número de pessoas e até mesmo nossos próprios familiares enfrentando situações delicadas, limitantes, muitas vezes complexas e desconhecidas, e quando o diagnóstico de transtorno mental acontece, ficamos sem ação e nos perguntando o que fazer.

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Segundo o DSM-5, um transtorno mental é uma síndrome caracterizada por perturbação clinicamente significativa na cognição, na regulação emocional ou comportamento de um indivíduo que reflete uma disfunção nos processos psicológicos, biológicos ou de seu desenvolvimento subjacentes ao funcionamento normal.

O indivíduo com transtorno mental precisa enfrentar barreiras diversas, a começar pela dificuldade que é deparar-se com uma desordem no seu quadro de saúde.

Depois vem a falta de conhecimento sobre o transtorno ou distúrbio, pois o nosso meio social ainda é carregado de preconceitos, muitas vezes limitante e excludente. Tudo isso dificulta ainda mais o tratamento e a vida das pessoas que sofrem com algum tipo de transtorno. Nesse momento se faz necessário o apoio da família.

A família é primeiro espaço de convivência do ser humano. É referência fundamental para qualquer um de nós, independente da configuração. É com a família que aprendemos e incorporamos valores éticos, vivenciamos nossas primeiras experiências afetivas, onde começamos a assimilar representações e juízos. É o lugar que nos garante a sobrevivência e a proteção integral nas primeiras fases do desenvolvimento e possibilita a formação de cada ser em sujeito autônomo.

São esses laços tecidos durante parte da nossa formação como sujeitos, que nos momentos de fragilidade são necessários e muito importantes.

Somos seres do afeto, portanto, quando um membro da família é diagnosticado com algum transtorno mental, a família toda sente. E se não tomarmos alguns cuidados, o restante da família também pode adoecer.

Como a família pode ajudar no caso de transtorno mental?

Nem sempre é fácil encarar um diagnóstico de transtorno mental, ainda mais quando se trata de alguém que amamos.

Pode surgir um sentimento de impotência e culpa no caso dos pais; insegurança e preocupação por parte dos cônjuges.

A grande maioria dos transtornos é tratável e com o auxílio e o acolhimento da família, a fase de tratamento pode ser menos sofrida e a ajuda é muito valorosa.

Dicas:

  • A família precisa estar atenta a possíveis mudanças no comportamento de seus membros
  • Deve orientar e ajudar seu familiar a buscar ajuda médica ou psicológica quando perceber prejuízos na qualidade de vida dele
  • Embora seja difícil desfocar do problema, o familiar saudável precisa manter-se otimista diante do fato, cuidar-se sempre, alimentar-se e manter seus bons hábitos, para poder contribuir com o tratamento
  • Respeitar o espaço do familiar com transtorno e a si próprio, em momentos de possíveis irritabilidades, revoltas e tristezas
  • A rede de apoio é muito importante. Tentar incluir mais familiares dentro do contexto e dos cuidados pode diminuir a sobrecarga. Quanto mais pessoas entenderem sobre o tema e acolherem, a pessoa com o transtorno se sentirá mais integrada e pertencente ao grupo
  • Buscar contato com outras famílias que passem por situação semelhante e participar das rodas de conversa, pois possibilita trocas, enriquece o repertório de conhecimento e as ações
  • Ter em mente os canais de pronto atendimento, antecipando-se às situações de crise ou recaída

Realmente leva um tempo para uma nova rotina se estabelecer. Não é uma tarefa fácil, pois demanda tempo, paciência, interesse, doação e afeto.

É preciso permitir-se ser afetado para poder afetar, e de alguma forma poder proporcionar ao nosso familiar com transtorno mental o conforto e a segurança que ele precisa. Demonstrar que não está sozinho, que todos estão aí para enfrentar juntos e que sim, é possível, em meio às dificuldades, ter mais leveza dentro do tratamento.

Boas reflexões!

Eliana Nonaka

Se deseja conversar, desabafar ou busca orientações, entre em contato com a autora e solicite atendimento online. É mais prático e eficaz do que se imagina. Link no card abaixo.

American Psychiatric Association (2014). DSM-5 Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (5ª Ed.) Artmed
https://psiconlinews.com/2015/09/importancia-da-familia-no-desenvolvimento-do-individuo.html - acessado em 20/04/2022

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