Tsunami: como se prevenir no Japão

O Japão é um dos países do mundo suscetíveis a terremotos a qualquer momento e, como consequência, poderá ocorrer um tsunami.

Tsunami em Tohoku após o Grande Terremoto ao Leste do Japão, em 2011 (Douglas Sprott via Flickr)

A segunda-feira (27), no horário local, foi marcada pelo segundo mais forte terremoto ocorrido no Chile, em 2010, de magnitude 8,8 na escala Richter. Esse terremoto gerou tsunami de até  3 metros de altura, cujas ondas chegaram a outros países, incluindo o Japão, o qual emitiu alerta

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Essa explicação foi para ilustrar que a ocorrência do tsunami não está condicionada ao local do epicentro, como foi com o Grande Terremoto ao Leste do Japão, de 9,1 de magnitude, em 11 de março de 2011, em Tohoku.

Segundo a Agência de Meteorologia do Japão (AMJ), um tsunami é diferente das ondas comuns, pois uma grande quantidade de água do mar vai empurrando o que tiver pela frente, em terra, e depois, no retorno, puxa de volta. Esses movimentos podem levar apenas alguns minutos, como dezenas de minutos, arrastando pessoas e edifícios. Um tsunami, dependendo de sua força e altura, pode mudar toda a paisagem local causando graves desastres.

A partir do verão de 2020, foram iniciados esforços para informar a população através de alerta de tsunami e foi instituído o uso de bandeiras nas praias. 

Imagem de uma bandeira que sinaliza tsunami (AMJ)

Um tsunami se propaga muito rapidamente, portanto, se a pessoa ficar na costa para vê-lo, não conseguirá fugir a tempo para se salvar, dependendo do tamanho dele.  

Dependendo do terreno ao redor, ele avançará repetidamente por meio de reflexão e refração. Em geral, um tsunami que vem depois pode ser maior.

A força de um tsunami é tão intensa que mesmo com com 50 centímetros de altura a pessoa não consegue ficar de pé e é arrastada. Por isso, não se deve subestimá-lo.

Tsunami em Tohoku, em 2011 (Douglas Sprott via Flickr)

Na ocorrência de um tsunami por causa de um terremoto no exterior, dá tempo suficiente para buscar refúgio ao ouvir o alerta, pois pode levar horas até que chegue, dependendo do país. No caso de um tsunami local, pode ser que leve horas, mas também poderá ocorrer imediatamente após o sismo.

O que cada um deve ter em mente sobre o tsunami

“Vamos pensar em várias situações diariamente e nos preparar para que possamos nos proteger, não importando quando um tsunami irá acontecer”, explica a AMJ.

São 3 pontos a observar:

  1. Ter em mente os locais perigosos: para isso, cada prefeitura criou os hazard maps. É importante saber dos locais de risco perto da escola, do trabalho ou de casa. Mesmo estando longe da costa, o tsunami costuma “subir” pelos rios.
  2. Saiba dos locais de evacuação: em geral, as prefeituras distribuem mapas (inclusive com publicações online) com os locais de evacuação em casos de desastres causados pela natureza. É importante ter em mente onde fica o abrigo mais próximo e a rota até ele. No caso específico do tsunami é importante saber quais são os locais elevados que podem servir de abrigo.
  3. Participe dos treinamentos: quando souber de algum treinamento no bairro ou na cidade, procure participar ativamente pois isso ajuda a salvar sua vida e a de outras pessoas.

Além disso, a mochila com o kit de emergência deve estar sempre atualizada, com um rádio para se manter informado das últimas notícias. Compreenda os termos usados em japonês nesses alertas (toque aqui). Se necessitar de Wi-Fi no abrigo veja como fazer tocando aqui. Para conferir os alertas da AMJ em português toque aqui.

Fonte: AMJ

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Polícia perde documentos com dados pessoais dos moradores

Publicado em 28 de fevereiro de 2023, em Sociedade

116 documentos contendo informações pessoais, que foram mantidas em delegacia de Aichi, foram perdidos.

Imagem: CTV

A Polícia de Aichi anunciou na segunda-feira (27) que a Delegacia Anjo Ekimae perdeu 116 fichas de contato de patrulha, documento com informações pessoais dos residentes locais.

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As autoridades realizam regularmente o “contato de patrulha“, no qual os policiais visitam residências e empresas particulares na área e perguntam sobre composição familiar, ocupação, informações de contato de emergência, etc. O relatório de patrulha é um documento de tamanho B5 no qual são registrados os resultados da visita e é útil em casos de emergência, como na incidência de crimes e desastres.

Na noite de 15 de fevereiro, um tenente, na faixa dos 50 anos, que trabalhava na delegacia notou a perda enquanto organizava a lista de contatos da patrulha, que foi vista pela última vez em março de 2016.

Segundo a polícia da província os documentos estavam guardados em estante dentro da delegacia e estava trancada.

É improvável que alguém de fora tenha invadido e roubado, e é possível que tenha sido descartado por engano. Shunichi Asaoka, vice-diretor da divisão regional de assuntos gerais, comentou: “Forneceremos orientação a cada delegacia e administraremos minuciosamente as operações para que esse tipo de coisa não aconteça novamente.”

Fonte: Chunichi

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