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Presidente da Johnny & Associates renuncia por escândalo de abuso sexual

A Johnny & Associates anunciou a renúncia de sua presidente após uma série de alegações de abuso sexual infantil contra o falecido fundador da companhia, Johnny Kitagawa.

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
A presidente da maior agência de talentos do Japão renunciou.
Julie Keiko Fujishima, sobrinha de Kitagawa, será sucedida pelo ator Noriyuki Higashiyama, que é empregado pela Johnny & Associates desde 1979 (NHK)

A presidente da Johnny & Associates, a maior agência de talentos do Japão, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (7), após uma série de alegações de abuso sexual infantil contra o falecido fundador da companhia, Johnny Kitagawa.

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Julie Keiko Fujishima, sobrinha de Kitagawa, será sucedida pelo ator Noriyuki Higashiyama, que é empregado pela Johnny & Associates desde 1979, disse a agência aos repórteres em Tóquio.

A coletiva de imprensa desta quinta-feira foi a primeira realizada pela agência para endereçar o escândalo, após meses de alegações de abusos feitas por antigos funcionários, conhecidos como os “meninos de Johnny”, levadas por um documentário da BBC transmitido em março que colocaram o problema em destaque global.

Algumas das vítimas de Kitagawa estavam no ensino primário na época do alegado abuso.

Na terça-feira passada, um comitê terceirizado apontado em maio pela Johnny & Associates para investigar as afirmações recomendou que Fujishima renunciasse a fim de encerrar a natureza “administrada por família” da agência, como medida preventiva contra mais abusos.

O comitê concluiu que Kitagawa havia abusado de “centenas” de ídolos e estagiários durante sua carreira, acrescentando que Fujishima, a agência e a mídia, “cobriram” o problema por décadas.

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Fundada por Kitagawa em 1962, a Johnny & Associates lançou alguns dos maiores artistas do J-Pop, incluindo SMAP e Sexy Zone, ao estrelato. Afirmações anônimas contra Kitagawa sobre abuso foram publicadas pela revista semanal japonesa Shukan Bunshun nos anos 1990, mas não foram relatadas pela mídia convencional até este ano.

O escândalo levantou questões sobre direitos humanos devido à diligência na indústria de entretenimento do Japão e o papel da mídia em responsabilizar companhias por abusos.

Ele também atraiu atenção internacional. Em agosto, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Negócios e Direitos Humanos disse que estava “profundamente incomodado” e pediu ao governo do Japão que garantisse “transparência” em investigá-lo.

Fonte: Asia Nikkei

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