A Agência de Inteligência de Segurança Pública do Japão (PSIA) decidiu continuar com as medidas de prevenção de recorrência contra Aleph, a organização de culto, sucessora da Aum Shinrikyo.
Para relembrar, os membros do culto apocalíptico chamado Aum Shinrikyo realizaram o violento Ataque a Gás Sarin, no metrô de Tóquio, em março de 1995, deixando centenas de vítimas com problemas de saúde física e psicológica. O fundador desse culto, Shoko Asahara, nascido Chizuo Matsumoto, foi condenado à pena de morte em 2006, por esse ato terrorista em Tóquio, e executado em 2018.
Culto Aleph na mira da PSIA
O culto Aleph foi colocado sob observação sob a Lei de Controle de Organizações para prevenir assassinatos em massa indiscriminados e outros crimes, e é obrigado a relatar suas atividades, incluindo suas bases e ativos.
No entanto, alguns relatórios não foram apresentados por um longo período, levantando suspeita de ocultação de alguns ativos. Como resultado, uma medida de prevenção de reincidência foi imposta, proibindo o uso de 16 das aproximadamente 20 instalações do Aleph por seis meses, a partir de 21 deste mês. Essa medida foi expedida pela sexta vez.
Além disso, as instalações e o culto Aleph estão proibidos de receber presentes e ofertas de dinheiro.
Filho do fundador e terrorista não pode ser “guru” da Aleph
A Comissão reconheceu, pela primeira vez, que o segundo filho do falecido fundador e líder da seita Aum Shinrikyo, bem como a esposa de Asahara, foram oficialmente reconhecidos como integrantes da gestão e funcionários. Mas, o filho não pôde ser reconhecido como membro da diretoria da seita Aleph ou “guru” desse culto.
Em relação ao pedido da Agência de Inteligência de Segurança Pública para a proibição da aquisição de terrenos e edifícios em 12 províncias, incluindo Tóquio e Osaka, não foi aprovado.
Recomenda-se cuidado para não ingressar nessa seita, Aleph (pronuncia-se arefu em japonês), que promete salvação, livramento das doenças, libertação e iluminação. No entanto, no passado, a Aum Shinrikyo, a antecessora, cometeu ato terrorista.
Fontes: FNN, NHK, ANN e MOJ 


