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Geração atual vive mais, mas com múltiplas doenças crônicas

OCDE divulga relatório sobre a expectativa de vida mais longa, só que com doenças crônicas.

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Redação

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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Reprodução da Agência Brasil
Reprodução da Agência Brasil

Doenças não transmissíveis (DNTs) estão remodelando sociedades na era em que a expectativa de vida aumentou: problemas cardíacos, câncer, diabetes e enfermidades pulmonares crônicas afetam atualmente milhões de pessoas a mais do que na geração anterior, e a tendência é que esse cenário continue a piorar.

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As informações integram relatório publicado na quarta-feira (15) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

O documento alerta que, na atual geração, mais pessoas vivem mais tempo, mas frequentemente o fazem com múltiplas doenças crônicas.

“As DNTs encurtam vidas, afetam a qualidade de vida das pessoas e reduzem sua capacidade de trabalho. Isso aumenta os gastos com saúde e reduz a produtividade dos trabalhadores e o retorno econômico”, destacou o documento.

“No entanto, muitos desses impactos são evitáveis por meio de ações sobre os fatores de risco à saúde, diagnóstico precoce de doenças e tratamento aprimorado”, completou a OCDE.

Prevenção de doenças

A análise mostra que a prevenção de enfermidades traz benefícios sociais e econômicos muito maiores do que o tratamento tardio e que países que conseguem reduzir as taxas de condições que figuram como principais riscos à saúde, como obesidade e tabagismo, podem não apenas salvar vidas, mas aliviar a pressão sobre os orçamentos da saúde.

Números

O relatório ressalta que, apesar de décadas de esforços, as DNTs continuam a aumentar. Entre 1990 e 2023, a prevalência de câncer e de doença pulmonar obstrutiva crônica aumentou 36% e 49%, respectivamente, enquanto a prevalência de doenças cardiovasculares aumentou mais de 27%.

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Os dados mostram ainda que, em 2023, uma em cada dez pessoas que viviam em países-membros da OCDE tinha diabetes e uma em cada oito vivia com doença cardiovascular.

Para a OCDE, existem três razões principais para o aumento contínuo da prevalência de DCNTs (doenças crônicas não transmissíveis) no mundo:

  1. Embora tenha havido progresso na redução de certos fatores de risco, como poluição do ar, tabagismo, consumo nocivo de álcool e inatividade física, esse progresso foi prejudicado pelo aumento acentuado da obesidade.
  2. A melhoria nas taxas de sobrevivência, um inegável sucesso em saúde pública, significa que mais pessoas vivem por períodos mais longos com doenças crônicas, aumentando a demanda por cuidados e a complexidade dos serviços.
  3. O envelhecimento populacional significa que mais pessoas estão atingindo as faixas etárias em que as DCNTs são mais comuns.

“Mesmo que a prevalência dos fatores de risco, as taxas de sobrevivência e o tamanho da população permaneçam constantes, o número de novos casos de DCNT deverá crescer 31% na OCDE entre 2026 e 2050, apenas devido ao envelhecimento populacional”, alertou o relatório.

“Prevê-se que a prevalência de multimorbidade [combinação de doenças crônicas ou agudas] aumente 75% na OCDE (70% na União Europeia) e que a despesa anual per capita com saúde relacionada com doenças não transmissíveis cresça mais de 50% na OCDE”, concluiu a organização.

Fonte: Agência Brasil

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