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Tylenol na gravidez não tem ligação com autismo, de acordo com estudo

O estudo analisou mais de 1,5 milhão de crianças e contraria alegações anteriores, incluindo as do presidente Donald Trump, que levaram a uma queda de 16% no uso do medicamento por gestantes.

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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Descoberta: Tylenol não tem relação com autismo infantil
Descoberta: Tylenol não tem relação com autismo infantil (ilustrativa/banco e imagens)

Um novo e abrangente estudo dinamarquês, publicado na segunda-feira (13) na revista Jama Pediatrics, concluiu que o uso de acetaminofeno – conhecido nos EUA pela marca Tylenol – durante a gravidez não tem qualquer ligação com diagnósticos posteriores de autismo em crianças.

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Esta descoberta contraria alegações anteriores, incluindo as feitas pelo presidente Donald Trump, que havia apontado o Tylenol como uma das principais causas de autismo infantil, o que parece ter levado a uma redução no consumo do analgésico por gestantes.

Dados estatísticos e evidências clínicas

Através do robusto sistema nacional de saúde da Dinamarca, os pesquisadores conseguiram rastrear mais de 1,5 milhão de crianças nascidas entre 1997 e 2022 no registro nacional de saúde.

Deste total, 31.098 crianças foram expostas ao Tylenol ainda no útero. Os resultados mostraram que o autismo foi diagnosticado em 1,8% das crianças que foram expostas ao medicamento, enquanto a taxa foi de 3% entre aquelas que não foram expostas.

A pesquisa dinamarquesa se alinha a um estudo sueco semelhante de 2024, que encontrou uma ligação marginal entre o medicamento e o autismo, mas que desapareceu após levar em consideração a presença de irmãos, sugerindo uma forte influência genética no autismo, um fato já demonstrado em outras pesquisas.

Fatores de confusão e impacto das declarações públicas

Uma revisão de estudos existentes nos EUA, realizada em 2025, havia encontrado uma potencial relação, mas a presença de fatores de confusão não estava clara.

As declarações de Donald Trump tiveram um impacto significativo. Em uma coletiva de imprensa na época, ele afirmou: “Se você está grávida, não tome Tylenol. Não tome Tylenol. Não deixe seu bebê tomar Tylenol”.

Ele classificou o medicamento como “não bom” e associou seu uso durante a gravidez a um “risco muito aumentado de autismo”.

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Conforme um estudo publicado no mês passado na revista Lancet, após o anúncio de setembro, os pedidos de Tylenol para mulheres grávidas em prontos-socorros caíram 16% no período inicial do estudo.

Comportamento do consumidor e segurança médica

Jeremy Faust, coautor do estudo da Lancet, médico de emergência no Mass General Brigham e pesquisador de serviços de saúde na Harvard Medical School, comentou que “as palavras das autoridades de saúde estão afetando o comportamento”.

Apesar das controvérsias, o Tylenol é considerado seguro para uso durante a gravidez e desempenha um papel crucial no alívio da dor e na redução da febre.

“É a opção mais segura para controle da dor e redução da febre”, afirmou Faust. Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno, Aleve ou Motrin, geralmente não são recomendados devido aos riscos de sangramento e potenciais problemas na placenta.

Fonte: Guardian

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