O governo japonês está avaliando a criação de programas voltados ao ensino da língua, cultura e regras sociais para estrangeiros residentes no país.
Segundo fontes próximas ao assunto, a participação nesses programas poderá ser utilizada como um fator determinante nas triagens de residência.
A previsão é que o governo inicie os programas em caráter experimental a partir do ano fiscal de 2028.
A iniciativa surge como uma resposta direta às solicitações do Partido Liberal Democrata para implementar medidas que solucionem problemas de convivência entre cidadãos japoneses e residentes estrangeiros.
Estrutura e requisitos dos novos programas
De acordo com as informações obtidas, os programas serão personalizados conforme as necessidades específicas dos participantes, levando em conta:
- Países e regiões de origem dos estrangeiros;
- Diferentes estágios da vida dos participantes.
O governo estuda, ainda, permitir que os estrangeiros realizem os cursos antes mesmo de sua chegada ao Japão.
Entre as propostas em análise, destaca-se a possibilidade de tornar a frequência escolar das crianças um fator de avaliação para a residência dos pais, além de exigir a participação nos programas como um requisito obrigatório para a obtenção do visto de residência permanente.
O cronograma estabelece que as diretrizes dos programas de estudo sejam finalizadas até o final do ano fiscal de 2027, período em que o governo também desenvolverá um sistema para monitorar a participação dos estrangeiros.
Na terça-feira, a ministra responsável pela coexistência harmoniosa com estrangeiros, Kimi Onoda, apresentou o progresso do desenvolvimento desses programas à primeira-ministra Sanae Takaichi.
Em uma publicação na rede social X, a primeira-ministra Sanae Takaichi declarou: “Busco estabelecer uma sociedade inclusiva e ordenada, tomando ações resolutas contra comportamentos problemáticos, a fim de proteger os estrangeiros que cumprem as lei”.
Fonte: JT



