O templo Myoshin (Myoshin-ji), localizado no distrito de Ukyo (Quioto), um dos maiores complexos de templos Zen do Japão, enfrenta um problema crescente que, segundo autoridades locais, pode resultar em obras de restauração caras e riscos à segurança dos visitantes.
O templo é a sede do ramo Myoshin-ji da escola Rinzai de Budismo Zen, supervisionando cerca de 3,2 mil templos afiliados em todo o mundo, e abriga o Salão Hojo, uma Propriedade Cultural Importante Nacional.
A preocupação atual concentra-se nos Somon, os portões principais nas entradas norte e sul, ambos designados como Propriedades Culturais Importantes Nacionais.
Oficiais do templo afirmam que as placas de metal instaladas nas bases dos pilares de madeira para proteção contra chuva e vento se deterioraram e se soltaram, expondo a estrutura a danos e descoloração.
Um porta-voz do templo explicou: “Este metal corroeu e se soltou. O que vemos agora é o resultado do colapso da proteção original”.
Segundo a instituição, se o dano persistir sem intervenção por muitos anos, os pilares poderão enfraquecer, exigindo restaurações extensas ou até a reconstrução completa.
“Não acredito que algo vá desabar imediatamente, mas se deixado sem atenção por anos, a base enfraquecerá gradualmente. O custo pode chegar a dezenas ou até centenas de bilhões de ienes“, alertou.
O impacto da urina de cães na estrutura
A causa dos danos, segundo o templo, é a urina de cães. “Parece que os cães estão urinando repetidamente em locais específicos”, afirmou o porta-voz.
Como o complexo é aberto 24 horas por dia, tornou-se uma rota popular para moradores locais, especialmente no início da manhã e à noite. Embora o passeio com cães seja proibido no local, muitos proprietários ignoram a regra.
O problema se intensificou drasticamente nos últimos dois a três anos, com manchas e odores de urina relatados diariamente. “Temos ouvido mais comentários de visitantes sobre o mau cheiro. Nós mesmos notamos toda vez que passamos pelo local”, acrescentou o representante.
Em junho, o templo instalou placas de aviso, mas a medida teve sucesso limitado, com relatos de cães urinando inclusive sobre os avisos.
A situação vai além da urina, com a presença de fezes de animais deixadas no local. Moradores locais expressaram preocupação: “Se os cães estão urinando nos pilares de madeira, isso não é aceitável”, disse um residente.
Outro sugeriu a responsabilidade dos donos: “Nos preocupamos, então começamos a usar fraldas em nosso cão”.
Imagens de segurança já registraram tanto os animais quanto os donos cometendo o ato. O templo informou que está considerando registrar um boletim de ocorrência policial caso os danos continuem.
“Esperamos que as pessoas se lembrem da importância de respeitar os templos e cuidar de itens que possuem valor histórico”, concluiu o porta-voz.
Fonte: NOJ, JN



