A deputada da oposição Chikage Koga, do Partido Democrático Constitucional do Japão (PDC), pediu desculpas e retirou uma declaração polêmica após afirmar durante uma reunião de comissão da Câmara dos Conselheiros, realizada no domingo (14), que jovens em situação de pobreza ingressam nas Forças de Autodefesa do Japão (FAJ), enquanto filhos de famílias ricas não seguem essa carreira.
A fala gerou forte reação de integrantes do governo e do partido governista, que acusaram a parlamentar de desrespeitar os militares japoneses.
Após as críticas, Koga reconheceu o problema e retirou oficialmente a declaração.
Ministro da Defesa critica comentário
O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, comentou o caso durante uma entrevista coletiva na segunda-feira (15), afirmando que não poderia permanecer em silêncio diante da declaração.
Segundo Koizumi, a fala apresentou uma visão unilateral e preconceituosa sobre os integrantes das Forças de Autodefesa.
“Trata-se de uma ofensa às pessoas que escolheram servir ao país por vontade própria e com um forte senso de missão”, afirmou o ministro.
Parlamentares governistas também reagiram
O secretário-geral interino do Partido Liberal Democrata (PLD), Koichi Hagiuda, também criticou duramente a declaração. Hagiuda classificou a fala como algo “difícil de acreditar” e afirmou que o comentário foi extremamente desrespeitoso com os membros das Forças de Autodefesa e suas famílias.
O parlamentar destacou ainda que Koga trabalhou anteriormente como professora e afirmou que seria preocupante caso orientações profissionais fossem baseadas em visões consideradas preconceituosas sobre determinadas carreiras.
A controvérsia reacendeu o debate sobre a imagem das Forças de Autodefesa no Japão e sobre a responsabilidade dos parlamentares ao abordar temas relacionados ao serviço militar e às oportunidades profissionais para os jovens.
Fonte: MN 


