O número de pacientes com a Síndrome de Febre com Trombocitopenia Severa (SFTS), uma infecção viral transmitida por carrapatos, está crescendo em um ritmo que supera o recorde registrado no ano passado, segundo dados divulgados na terça-feira (30) pelo Instituto Nacional de Saúde e Gestão de Crises (JIHS).
Embora os relatos de pacientes fossem tradicionalmente concentrados no oeste do Japão, o vírus foi detectado pela primeira vez em Hokkaido no ano passado.
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar (MHLW) alerta que o risco é nacional e exige “atenção especial” entre a primavera e o outono, períodos de maior atividade dos carrapatos.
Expansão geográfica e dados de contágio
De acordo com o relatório semanal de vigilância de doenças infecciosas do JIHS, o total acumulado de pacientes até o dia 21 de junho é de 83 pessoas.
O número já supera os 80 casos registrados no mesmo período do ano passado, quando o total anual atingiu o recorde de 192 pacientes. A distribuição por províncias inclui:
- Aichi e Ehime: 6 casos cada
- Shizuoka, Yamaguchi, Nagasaki e Kumamoto: 5 casos cada
- Hyogo, Kagawa, Kochi, Saga, Oita e Kagoshima: 4 casos cada
Segundo Ken Maeda, diretor do Departamento de Ciências Veterinárias do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas, a doença está se espalhando gradualmente a partir do oeste, com aumento de casos em locais como Shizuoka e sinais de entrada na região Kanto.
A SFTS causa sintomas gastrointestinais como febre, vômito e diarreia. A doença pode evoluir para quadros graves, com uma taxa de letalidade de 27%.
Como a incidência é maior em pessoas com 60 anos ou mais e a gravidade aumenta com a idade, Maeda enfatiza que se trata de uma “infecção que exige cuidados redobrados por parte dos idosos”.
Além da picada direta, há registros de transmissão por mordidas de cães e gatos infectados, incluindo um caso fatal envolvendo um profissional de medicina veterinária na região de Chubu no ano passado.
Para prevenção, o Ministério da Saúde recomenda reduzir a exposição da pele ao entrar em áreas florestais ou realizar trabalhos agrícolas.
Em caso de picada, a orientação é não tentar remover o carrapato à força, pois o aparelho bucal pode permanecer na pele e causar inflamação.
O procedimento correto é procurar um dermatologista para a remoção adequada.
Fonte: JN



