O músico brasileiro John Santos

Entrevista exclusiva com o músico brasileiro John Santos, confira!!!

Em uma trajetória marcada pela paixão pela música e pela ousadia de cruzar fronteiras, John Santos, músico brasileiro oriundo de Novo Hamburgo (RS), transporta sua influência rockeira de uma cidade permeada por bares e pubs de rock. Com raízes musicais que remetem ao interior do Brasil, sua jornada começou nas igrejas, onde as melodias sagradas se entrelaçaram com o som secular.

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Atualmente como vocalista da banda Dahu no Japão, John Santos leva ao palco a diversidade de influências que moldaram seu estilo, desde o sertanejo de Chitãozinho e Xororó até os acordes do rock do Guns N’ Roses. Em uma conversa exclusiva com o Portal Mie, John compartilha suas experiências, revelando como o Japão transformou sua abordagem musical e seu modo único de se conectar com o público.

Agora, sem delongas, vamos conferir as fascinantes histórias e insights musicais do talentoso cantor John Santos.

John Santos: Como sua cidade natal, Novo Hamburgo, influenciou seu estilo musical?
John Santos: Minha cidade me influenciou na questão de ser uma cidade onde existem muitos bares e muitos pubs de rock. Então, a cidade respira rock, pelo menos na época em que eu morava lá, né? Isso foi há uns 7 ou 8 anos atrás. Hoje, o mercado musical mudou muito em todos os lugares, mas naquela época, isso era muito presente. Eu tinha muitos amigos em Novo Hamburgo que curtiam rock, pop rock, então isso me influenciou muito nessa questão da cidade.

Portal Mie: Quais foram suas primeiras influências musicais ao começar a cantar na igreja?
John Santos: As primeiras influências minhas na igreja foram de uma banda chamada Voz da Verdade, uma banda muito antiga da igreja que tinha muitos sucessos na época. Eles tocavam muito e tinham um estilo bem diferente do que vinha sendo tocado na época. Tocavam mais músicas sertanejas, músicas raízes mais calmas, mais soul, e não tinha muito rock. O Voz da Verdade entrou com o rock antigo, muito influenciado por Elvis Presley, os Beatles, e a gente curtia muito o som deles na igreja.

Portal Mie: Conte-nos mais sobre sua jornada musical, desde os primeiros dias na igreja até a formação da banda Dahu no Japão.
John Santos: Então, começando, na igreja eu comecei a tocar pandeiro meia-lua. Eu já tocava violão, mas tocava em casa. Em um determinado momento, a pessoa que tocava violão faltou, e meu pai era guitarrista da banda. Ele falou para o líder da banda: “Se vocês precisarem, meu filho toca violão.” Eu tinha 12 anos na época. Fiz um teste rápido no ensaio, que era um domingo à tarde.

Eles viram que eu daria conta, e no domingo à noite, já estava tocando como violonista da banda. A pessoa que tocava violão não voltou mais, e desde então, fiquei como violonista. Com o tempo, comecei a tocar violão, guitarra, a puxar os louvores, e me deram o cargo de ministro de louvor na igreja. Comecei a dirigir grupos de louvores, fazer aulas de canto, aulas de piano, e fui me aperfeiçoando com o tempo.

A banda Dahu já existia, e ela veio através de uns vídeos que eu postava no Instagram. O líder da banda, o Sal, viu os meus vídeos, entrei em contato com ele para me ajudar numa noite. Foi amor à primeira vista (risos). Começamos a tocar, e foi bacana. Eu, ele e o Diego tivemos um entrosamento muito bacana, tanto no palco como na resenha. Eles me convidaram para entrar firme na banda, e eu peguei firme. Estamos aí, tocando com eles, nessa banda que é muito conhecida no Japão, e eu estou muito feliz por estar participando.

Portal Mie: Como foi a transição de produtor musical no Brasil para cantor em bares no Japão?
John Santos: No Brasil, eu tinha um estúdio dentro do meu apartamento. Fazia produções musicais, gravações para cantores gospel especificamente, fazia muita propaganda política na época de eleição. A gente ganhava uma graninha legal. Um amigo produzia comigo também. Fazíamos muito esses trabalhos. Quando decidi vir para o Japão, abandonei essa carreira.

Até porque aqui no Japão, eu não conhecia muito o mercado, não sabia como trabalhar, e acabei deixando de lado. Fui trabalhar em uma fábrica. Depois de um tempo, quando saí da igreja, resolvi conhecer a noite do Japão e tive o convite para tocar nos bares. Foi a partir disso que larguei a vida de produtor musical. Mas agora, tocando nos bares, eu produzo o meu show quando faço solo e ajudo também os meus colegas da Dahu a produzirem o show. Comecei a voltar com esse meu lado profissional de produtor musical. Mas não é a profissão que me dá o sustento, mas ajuda também a ter uma experiência a mixar o show e tal.

Portal Mie: Como a experiência no Japão influenciou sua música e estilo de vida?
John Santos: Cara, aqui no Japão é muito diferente. No Brasil, você toca, vira as costas e vai embora, é profissional. Aqui, você acaba tendo uma conexão com as pessoas. Existem pessoas que nem irão te ver porque se você canta bem, irão ver se você faz um show bom e sim, porque você é simpático, você é da galera. Conta uma piada no palco, você diverte a galera, e tem muito disso aqui no Japão.

Claro, você fazendo as coisas com perfeição, cantando bem, procurando fazer as coisas bem feitas, bem tocadas e bem cantadas também ajuda, né? Mas acho que esse lance de ser divertido, de ser simpático, tem me ajudado bastante. As pessoas vêm no show, sabem que eu gosto de descer do palco e conversar, brincar com elas no palco, contar piadas no show, e vai gerando assim. No Brasil, não era assim. Fazia o meu show e virava as costas.

Portal Mie: Como a diversidade de influências, desde o rock do Guns N’ Roses até o sertanejo de Chitãozinho e Xororó, moldou seu estilo musical?
John Santos: Então, por ter esse conhecimento de ter tocado tanto sertanejo, música gaúcha, toquei pagode e gostava muito de rock, hoje ajuda muito na noite. O músico que toca na noite e de repente alguém, pede uma música, e se você só foca num estilo, ou só toca rock, muitas vezes não vai conseguir tocar outro estilo. Se você só toca sertanejo e o cara pediu para você tocar um rock, reggae, e aí não vem, isso tem me ajudado bastante. Esse leque de opções de conhecimentos em estilos diferentes me ajuda muito nas noites de hoje.

Portal Mie: Como essas influências se refletem em suas composições e performances com a banda Dahu?
John Santos: Isso ajuda muito na banda Dahu porque isso me faz ter uma capacidade de improviso muito grande. Porque você tem que improvisar na noite, isso é um eterno aprendizado. Muitas vezes, você vai ter que fazer na unha, até músicas que você nunca ensaiou, mas conhece, e assim vai, né?

Portal Mie: Pode compartilhar o momento em que foi descoberto no bar no Japão e como isso mudou sua carreira musical aqui no Japão?
John Santos: Fui num bar de uma amiga minha, a Luciana, a dona do The Red Sports Bar de Nagoia (Aichi). Fui numa noite, com meus amigos, me divertindo. Eu tinha bebido muito, na verdade, estava muito bêbado, e só percebi quando eu estava em cima do palco cantando e fazendo umas palhinhas. A Luciana me viu cantar, depois enviou mensagem pelo Instagram, me chamou para conversar, e depois fui fazer um show. Ela gostou, e desde então, eu toco lá há mais de um ano. Acredito que essa foi a primeira experiência musical aqui no Japão de cantar nos bares.

Portal Mie: Como as raízes musicais de sua família, especialmente seu pai e irmão, influenciaram sua abordagem à música?
John Santos: Meu pai sempre foi muito fã de sertanejo, e sempre injetou muita música sertaneja na nossa família. A gente queria ir para o rock, e ele nunca gostava. Na época, ele era da igreja e dizia que isso era do diabo (risos). O que agradava a Deus era sertanejo. Então, a gente acabava não escutando e só conseguia escondidos dele. Mas hoje, isso pode me ajudar, esse conhecimento, esse treino.

Nós ensaiávamos, eu e meu irmão cantávamos juntos na igreja, éramos uma dupla. Por conta disso, ensaiávamos muito e exaustivamente. Tanto que minha mãe ficava com o cinto naquela época, só esperando a gente desafinar ou reclamar que estávamos cansados. Ela colocava para a gente ensaiar horas e horas com meu pai. Até ele ficava exausto, e minha mãe insistindo, não deixava a gente cantar sentados, tinha que cantar de pé, tinha que se esforçar e dar o seu melhor, porque senão o cinto comia no lombo (risos). De alguma forma, isso ajudou muito a gente.

Portal Mie: Como é misturar as raízes sertanejas com outros estilos musicais em suas performances?
John Santos: Às vezes, tem algumas linhas que você mistura, coloca uma linha que usa no sertanejo no rock ou vice-versa também. Algumas frases solos de guitarras ou algumas notas que você usa no pagode, você pode também colocar no rock. Também pode dar uma alterada. Tudo é conhecimento e que soma no palco. São ferramentas que você pode usar, então tudo isso é muito importante.

Portal Mie: Qual é a importância do estilo de Chitãozinho e Xororó e Leandro e Leonardo em sua carreira?
John Santos: São duplas muito boas que marcaram uma época. Hoje, você canta no bar, e se você não cantar “Evidências”, “Pensa em Mim”, e assim vai, cantar grandes sucessos dessas duplas, parece que o show não é o mesmo. Para mim, é importante, e foram músicas que marcaram.

Portal Mie: Como é sua abordagem ao compor músicas? Existe alguma história específica por trás de suas composições?
John Santos: Normalmente, minhas músicas vêm o refrão. Eu os crio e aos poucos vou criando o resto. Pego meu celular na hora, gravo o refrão, vou tentando, vou pensando e criando. Quando percebo, a música já está pronta. Às vezes, a música já vem pronta, e em cinco ou dez minutos, eu já termino, mas na maioria das vezes, eu faço o refrão e depois vou fazendo o resto.

Portal Mie: Pode compartilhar mais sobre os projetos futuros da banda Dahu, especialmente em relação à composição e produção musical?
John Santos: Nós já estamos preparando faz quase três meses um show novo, com muitas músicas novas, com estilos diferentes que não vinham sendo mais tocados, que ficaram para trás. Estamos trazendo isso de volta, e também com dois projetos.

Mas no momento, não vou poder contar, porque ainda está no início. Mas posso adiantar que são dois estilos diferentes que estamos planejando, e logo será lançado esses shows. A galera pode esperar que vai vir coisa boa por aí. Mas por enquanto, vai ficar em segredo, porque é algo da banda, e estamos planejando isso. Logo, logo, iremos compartilhar com a galera.

Portal Mie: Qual mensagem você gostaria de transmitir aos seus fãs, tanto no Brasil quanto no Japão?
John Santos: Que continuem me acompanhando e a Banda Dahu. Muitas vezes, eu nem falo com os fãs, falo com amigos, pessoas que admiram o trabalho, e eu gosto muito de descer dos palcos, conversar, beber algo com eles. Porque são pessoas que estão ali para cantar junto com a gente, para se divertir.

Sem eles, a noite não é a mesma. Então, eu fico muito feliz de ter pessoas como amigos que admiram o meu trabalho, que por onde vou, acompanham e se divertem. Pedem músicas, cantam, choram, dançam, batem na mesa, lembrando de um amor (risos), e a gente se diverte desse jeito. Portanto, agradeço a todos eles por estar sempre acompanhando a gente, e que continuem em 2024 acompanhando e cantando juntos, se divertindo.

Contato com John Santos
Facebook: John Santos
Instagram: John Santos

Reportagem
Clayton Moraes – Fotógrafo & Colunista
Fotos – cedidas

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