Três pontos de extrema importância para evitar intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar pode se tornar severa ao ponto de precisar ir para o hospital. Para evitá-la, leia atentamente todas as instruções.

Pessoa na cozinha preparando carne moída (Wallpaper Flare)

Durante a estação chuvosa uma das grandes preocupações é como evitar a intoxicação alimentar, seja por bactérias ou por vírus. Sabia que 15% ocorrem dentro de casa? E, o pior, 40% ocorrem nos restaurantes e bares

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Por isso, é preciso ficar bem atento na hora de preparar as refeições do dia, a marmita e nos pratos pedidos para serem entregues.

Veja a seguir a causa, quais são os seres invisíveis que causam a intoxicação, os cuidados em casa e como se prevenir. É preciso ficar atento aos importantes, segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão (MHLW).

1 – Condições e os vilões

79% de índice de umidade é elevado, o ideal é na faixa dos 50% a 60% (PM)

O calor combinado com o elevado índice de umidade são fatores propícios para as bactérias. Elas se multiplicam nos alimentos nessas condições climáticas. 

Por outro lado, os vírus não se proliferam nos alimentos como as bactérias, mas quando entram no corpo através da comida, multiplicam-se no trato intestinal humano e causam intoxicação alimentar. As infecções causadas pelos vírus aumentam mais no outono-inverno.

As bactérias mais comuns na estação chuvosa e no verão são as classificadas pelas incidências, segundo os dados do MHLW.

  • 1º lugar: Campylobacter jejuni e Coli, aumentam rapidamente em alimentos mal cozidos
  • 2º lugar: Salmonella, bactéria que vive nos corpos de muitos animais domésticos. O aquecimento insuficiente e a ingestão de frango e ovos crus são as causas mais comuns da intoxicação 
  • 3º lugar: Staphylococcus, produz uma toxina chamada enterotoxina quando cresce nos alimentos. Pode ser suficientemente esterilizado por cozimento, mas deve-se tomar cuidado, pois a toxina não se decompõe mesmo aquecendo a 100°C por 20 minutos
  • 4º: Escherichia coli enterohemorrágica (verotoxina), a causa da colite hemorrágica. Entre eles, a famosa O-157 presente na carne bovina, principalmente nas mal passadas como hambúrgueres e outras, mas também no alface, broto de alfafa, vinho ou suco de maçã. A contaminação ocorre pela exposição dos alimentos ao material fecal bovino
  • 5º lugar: Clostridium perfringens, tem causa nos alimentos cozidos ou ensopados, como curry, carne de panela e batatas, refogados que têm líquido, entre outros. Nesta época é preciso tomar muito cuidado. É preciso consumir rapidamente o alimento preparado. No caso de sobra, mesmo reaquecendo a mais de 100 graus por uma hora, não resolve pois a bactéria é muito resistente. Se for pedir uma comida para ser entregue, prefira as que não tenham caldo, molho ou os ensopados

Além desses, é preciso tomar muito cuidado com o norovírus, o qual pode estar presente nos bivalves, água contaminada, dedos e mãos de quem prepara e é resistente ao calor. A outra causa da intoxicação alimentar é a larva anisakis nos peixes crus. Toque aqui para abrir e ler a matéria que explica a prevenção.

2 – Livrando-se do risco

O perigo da intoxicação alimentar esconde-se em casa também, não apenas nos bares e restaurantes. Mesmo uma cozinha limpa pode não estar livre das bactérias e dos vírus. Portanto, a esponja de lavar, panos de prato, pias, tábuas de corte e utensílios de plástico são lugares onde as bactérias podem aderir e proliferar. O uso da água sanitária (hipoclorito de sódio) para a lavagem dessas peças é importante. 

São 3 os princípios básicos para se prevenir: 

1) Não passar de um para outro

Ou seja, tocar em um alimento contaminado e depois usar uma tábua de cortar limpa.

Se deve higienizar as mãos o tempo todo, antes de começar a cozinhar, durante o preparo após o manuseio de cada um dos alimentos, principalmente ovos, carnes, peixes e mariscos; depois de ir ao toalete ou assoar o nariz, depois de tocar o pet, depois da troca da fralda do bebê e antes de manusear a comida que sobrou.

2)  Não aumentar as bactérias

A maioria das bactérias aumenta ativamente em um ambiente quente e úmido, mas o crescimento fica lento abaixo de 10°C e para de proliferar a uma temperatura abaixo de -15°C, por isso a importância de guardar os alimentos em temperatura baixa. Voltando das compras convém guardar as carnes, peixes e outros imediatamente na geladeira regulada para refrigerar a 10ºC ou menos. 

Foto ilustrativa de geladeira (Pixabay)

Se costuma levar marmita para o trabalho, certifique-se de acomodá-la em uma sacola que contenha as placas de gel congelado para mantê-la refrigerada.

Para esquentá-la no forno de microondas, procure retirá-la uma vez, dar uma mexida, para que o calor passe por toda a comida e volte a esquentar uma vez mais.

3) Eliminá-las

Há duas formas de combate: uma é usar temperatura acima de 75º para cozinhar e a outra é a higienização completa.

Em relação ao cozimento ou para esquentar alguma sobra, é preciso tomar cuidado com o forno de microondas porque pode não ser eficiente. Procure usar o fogão para aquecer a comida, certificando-se que todos os lados da carne foram esquentados ou virar o preparado dentro da panela para que tudo fique cozido uniformemente.

3 – Cuidado com as garrafas PET

Se comprou uma bebida em garrafa PET e se serviu dela no bico, cuidado. Se restou uma quantia e deixá-la 24 horas, as bactérias se multiplicam assustadoramente. 

  • Chá de cevada (mugi): 75 vezes
  • Chá verde: cerca de 59 vezes
  • Suco de laranja: cerca de 34 vezes

Recomenda-se o uso de copo se não for consumir tudo de uma vez. E, se sobrou, sem que tenha tocado no bico, pode armazenar na geladeira, mas procure consumi-la logo.

Com esses cuidados cuidará não só da sua saúde mas de toda a família.

Fontes: MHLW, FNN e MHCL

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Toyota receberá ¥120 bilhões em subsídio para produção de baterias de veículos elétricos

Publicado em 16 de junho de 2023, em Sociedade

O subsídio é destinado a aumentar a capacidade de produção para baterias automotivas, as quais o ministério considera uma ‘tecnologia complexa estrategicamente indispensável’.

O subsídio para a Toyota é destinado a aumentar a capacidade de produção para baterias automotivas (banco de imagens)

O Ministério da Economia, Comércio e Indústria fornecerá um subsídio de aproximadamente ¥120 bilhões (US$850 milhões) para a Toyota destinado ao plano da montadora de produzir domesticamente baterias de íon de lítio para veículos elétricos (VEs), disse na quinta-feira (15) uma fonte com conhecimento do assunto.

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O subsídio é destinado a aumentar a capacidade de produção para baterias automotivas, as quais o ministério considera uma “tecnologia complexa estrategicamente indispensável”.

Em agosto passado, a Toyota anunciou um plano para investir ¥400 bilhões na produção doméstica de baterias automotivas.

Com o subsídio, a Toyota expandirá sua produção de baterias em uma planta de seu empreendimento conjunto com a Panasonic na província de Hyogo, assim como em outros locais.

A montadora estabilizará um sistema que permite obtenção estável de baterias e produção de veículos completos mesmo se a rede de fornecimento do dispositivo for interrompida por uma emergência como um desastre natural.

O ministério anunciou em abril uma concessão de ¥158,7 bilhões para o negócio de baterias de íon de lítio da Honda e da GS Yuasa International.

De acordo com o SNE Research, fabricantes chinesas controlam mais de 50% do mercado global para baterias automotivas, enquanto o Japão conta por aproximadamente 10%.

Fonte: Yomiuri

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