Cientistas identificam genes ligados aos canhotos

Publicado em 11 de setembro de 2019, em Sociedade

Variantes genéticas resultam em diferença na estrutura do cérebro, o que pode significar que os canhotos têm melhores habilidades verbais do que a maioria destra.

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(ilustrativa/banco de imagens)

Pela primeira vez, cientistas identificaram as diferenças genéticas associadas ao ‘canhotismo’, um traço encontrado em 10% da população humana.

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E mais, essas variantes genéticas resultam em diferença na estrutura do cérebro, o que pode significar que os canhotos têm melhores habilidades verbais do que a maioria destra.

Enquanto pesquisa anterior em gêmeos indicou que genes são pelo menos parcialmente responsáveis por controlar a destreza manual, o novo estudo, conduzido por cientistas da Universidade de Oxford e publicado no jornal Brain, é o primeiro a identificar quais variantes genéticas separam os canhotos dos destros.

A pesquisa poderia sugerir uma correlação em potencial entre os canhotos e habilidades verbais superiores, disse Akira Wiberg, membro do Conselho de Pesquisa Médica da Universidade de Oxford que trabalhou no estudo.

“Isso aumenta a possibilidade intrigante para pesquisa futura de que os canhotos podem ter uma vantagem quando se fala em desempenhar tarefas verbais, mas deve ser lembrado que essas diferenças foram vistas somente como médias sobre grandes números de pessoas e nem todos os canhotos serão similares”, disse ele em um comunicado de imprensa.

Mais pesquisa precisa ser conduzida para testar essa vantagem em potencial, de acordo com Gwenaëlle Douaud, autora sênior em comum do estudo e membro do Centro de Recepção para Neuroimagem Integrativa de Oxford.

“Precisamos avaliar se essa coordenação mais elevada de áreas da língua entre os lados esquerdo e direito do cérebro dos canhotos realmente dão a eles vantagem na habilidade verbal. Para isso, precisamos realizar um novo estudo que também tenha testes aprofundados e detalhados de habilidade verbal”, disse ela.

Regiões genéticas

Fundado pelo Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido, um órgão britânico de caridade de pesquisa médica, os pesquisadores estudaram o DNA de 400.000 pessoas, incluindo 38.332 canhotos do UK Biobank, uma base de dados que compreende informações de saúde de voluntários de todo o país.

Eles isolaram regiões genéticas associadas ao canhotismo; três dessas regiões estavam ligadas a proteínas que influenciam a estrutura do cérebro e desenvolvimento. Especificamente, as proteínas estavam conectadas a microtúbulos, um componente de “armação” de célula ou o citoesqueleto.

O citoesqueleto determina a estrutura das células, assim como a maneira que elas operam dentro do corpo. Pesquisa anterior demonstrou a influência do citoesqueleto na “assimetria no lado esquerdo” em outras espécies.

“Muitos animais mostram assimetria no lado esquerdo em seu desenvolvimento, como conchas de caracol se enrolando para a esquerda ou direita”, disse Douaud.

Ao analisar imagens cerebrais de aproximadamente 10.000 das pessoas estudadas, os pesquisadores descobriram que as variantes genéticas relacionadas aos canhotos estavam associadas com diferenças nos tratos de matéria branca do cérebro – em particular, os tratos que conectam as áreas do cérebro associados à língua.

E mais, disse Douaud ao CNN, a pesquisa indicou que em canhotos, “os lados esquerdo e direito do cérebro se comunicam de uma maneira mais coordenada”.

Os canhotos demonstram “uma sincronização mais elevada de oscilações naturais de seus cérebros, e essas oscilações ainda acontecem quando você está ocioso”, disse ela, uma sincronização que ocorre “precisamente de novo nas regiões do cérebro dedicadas à língua”.

O estudo também indicou uma associação entre os aspectos do desenvolvimento do cérebro ligados à destreza manual e a probabilidade de desenvolver esquizofrenia ou doença de Parkinson.

Dominic Furniss, autor sênior em comum juntamente com Douaud e membro do Departamento Nuffield de Ortopedia, Reumatologia e Ciência Muscoesqueletal de Oxford, disse ao CNN, “Sabe-se há muito tempo que há um pouco mais de canhotos entre pacientes com esquizofrenia do que a população em geral. Em contraste, há um pouco menos de canhotos com doença de Parkinson do que a população em geral”.

A nova pesquisa, disse Furniss, “sugere que essas doenças, juntamente com destreza manual, são o produto de diferenças fundamentais no desenvolvimento cerebral, algumas das quais são impulsionadas pelos genes”.

Os pesquisadores enfatizaram, entretanto, que a associação entre a destreza manual, esquizofrenia e doença de Parkinson indica somente correlação, e não causação, e que a diferença em termos de número de pessoas com as doenças é muito ligeira.

Fonte: CNN

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