Coronavírus pode ter começado a se espalhar em setembro, dizem cientistas

Pesquisadores dizem que o surto pode ter começado há 6 meses – e muito mais ao sul da cidade central chinesa de Wuhan.

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Rua em Wuhan, na China, no primeiro dia de lockdown em 23 de janeiro de 2020 (ilustrativa/PM)

O recente surto de coronavírus pode ter começado em setembro do ano passado, disseram cientistas.

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Acredita-se que casos de Covid-19 tenham surgido pela primeira vez em dezembro de 2019 e estavam ligados a um mercado úmido na cidade chinesa de Wuhan.

Entretanto, pesquisadores da Universidade de Cambridge agora afirmam que o surto pode ter começado há 6 meses – e muito mais ao sul da cidade central chinesa de Wuhan.

Os cientistas fizeram suas revelações sobre a origem do vírus após analisarem um grande número de cepas de todo o mundo.

E eles calcularam que o surto inicial ocorreu em um espaço de tempo entre 13 de setembro e 7 de dezembro de 2019 – antes de continuar a infectar mais de 2 milhões pessoas em todo o mundo.

O geneticista da Universidade de Cambridge, Peter Forster disse: “O vírus pode ter sofrido mutação em sua forma “eficiente em humanos” meses atrás, mas ficou no organismo de um morcego ou outro animal ou mesmo humano por vários meses sem infectar outros indivíduos.

“Então, ele começou a infectar e a se espalhar entre humanos no período entre 13 de setembro e 7 de dezembro”.

A equipe analisou as diferentes cepas de coronavírus usando rede filogenética – um processo matemático que pode mapear o movimento global de organismos através de mutação de seus genes.

Eles ainda estavam tentando identificar a localização exata do “paciente zero” e tinham com esperanças de ter ajuda de cientistas na China.

Entretanto, alguns sinais precoces estavam os levando a investigar áreas ao sul de Wuhan, onde infecções por coronavírus foram reportadas pela primeira vez em dezembro.

“O que reconstruímos na rede é a primeira propagação significante entre humanos”, acrescentou Forster.

No novo estudo, que não foi revisado por pares (peer-reviewed), os cientistas puderam traçar as origens da propagação global do vírus mais precisamente com cada cepa que eles analisaram.

Ao contar as mutações, eles puderam chegar mais perto para calcular quando a primeira pessoa foi infectada por uma cepa que estava mais próxima do primeiro surto.

Acredita-se que a SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, tenha se originado de morcegos.

Foi descoberto que ele compartilhou 96 por cento de genes idênticos isolados por cientistas chineses de excrementos de morcegos na província de Yunnan, no sudoeste da China, em 2013.

Apesar disso houve centenas de mutações entre o SARS-CoV-2 e aquele em Yunnan, e um coronavírus geralmente adquire uma mutação por mês.

Alguns cientistas suspeitaram consequentemente que o vírus pode estar se espalhando silenciosamente em animais hospedeiros e humanos por anos para evoluírem gradualmente a uma forma altamente adaptativa que poderia infectar humanos.

De acordo com a equipe de Cambridge, o primeiro surto poderia ser um evento recente envolvendo as últimas poucas mutações que completaram o pulo da cepa inofensiva para o patógeno mortal.

A origem do vírus se tornou assunto de inúmeras teorias da conspiração

Rumores online afirmam que o vírus foi criado em um laboratório e é trabalho das forças armadas dos EUA, enquanto outros internautas malucos alegam que o surto foi desenvolvido para deter a Brexit – saída do Reino Unido da União Europeia.

No início da semana passada, foi reportado que o vírus pode ter se originado de um laboratório de biossegurança em Wuhan.

Apesar disso, essa teoria de origem em laboratório vem sendo dispensada por principais cientistas em todo o mundo devido à evidência científica apontando a uma origem natural.

O atual estudo de Cambridge poderia introduzir mais clareza sobre a questão

“Se eu fosse pressionado para uma resposta, eu diria que a propagação original começou mais provavelmente no sul da China do que em Wuhan”, disse Forster.

“Mas prova só virá a partir de análise de mais morcegos, possivelmente outros animais hospedeiros em potencial e amostras de tecido preservadas em hospitais chineses armazenadas entre setembro e dezembro”.

“Esse tipo de projeto de pesquisa nos ajudaria a compreender como a transmissão aconteceu, e nos ajudar a prevenir instâncias similares no futuro”.

Su Bing, pesquisador genético junto ao Instituto Kunmimg de Zoologia em Yunnan, disse que o estudo de Cambridge foi um abridor de olhos, mas o método tinha seus limites.

Ele revelou que durante um surto sem precedentes, o vírus poderia passar por transformações em padrões imprevisíveis.

“Então isso não pode ser muito preciso – há sempre uma margem de erro”, disse ele.

“Esse trabalho pode fornecer algumas pistas importantes para futuras investigações, mas as conclusões deveriam ser tratadas com precaução”.

Fonte: The Sun

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Pacientes que se recuperaram da Covid-19 estão testando positivo novamente

Publicado em 20 de abril de 2020, em Ásia

Pacientes que retestam positivo ainda são uma preocupação em todo o mundo, incluindo em países como a Coreia do Sul onde o surto parece estar controlado.

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Um kit de teste de reação em cadeia da polimerase da transcrição reversa (RT-PCR) – ilustrativa/PM

Na Coreia do Sul, oficiais da saúde estão tentando solucionar por que 163 pessoas que se recuperaram do coronavírus retestaram positivo, de acordo com o Centro Coreano de Controle e Prevenção de Doenças – KCDC.

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O mesmo ocorre na China, onde alguns pacientes de coronavírus testaram positivo após aparentemente terem se recuperado, embora não haja números oficiais.

Isso levanta a questão: uma pessoa pode ser reinfectada?

Na Coreia do Sul, a proporção de casos que retestam positivo é baixa: das 7.829 pessoas que se recuperaram do coronavírus no país, 2.1% retestaram positivo, disse o KCDC em 17 de abril.

Não está claro quantas pessoas que se recuperaram foram submetidas a testes novamente.

Mas pacientes que retestam positivo ainda são uma preocupação em todo o mundo, incluindo em países como a Coreia do Sul onde autoridades parecem ter controlado o surto.

O vice-diretor do KCDC Kwon Joon-wook disse que até agora não há indicação de que pacientes que retestaram positivo são contagiosos, embora cerca de 44% terem apresentado sintomas leves.

Mas ele alertou que ainda há muito que os cientistas não sabem sobre o vírus, incluindo a questão de imunidade adquirida naturalmente.

“A Covid-19 é o patógeno mais desafiador que enfrentamos nas décadas recentes”, disse Kwon. “É um inimigo muito difícil”.

Encontrando restos do vírus

Por enquanto, a explicação mais provável do porquê as pessoas estão testando positivo novamente parece ser que o teste está absorvendo restos do vírus.

O KCDC reinvestigou três casos da mesma família em que pacientes testaram positivo após se recuperarem, diz Kwon.

Em cada um desses casos, os cientistas tentaram incubar o vírus, mas não conseguiram – isso mostrou a eles que não havia vírus presente.

Como muitos outros países, a Coreia do Sul utiliza a reação em cadeia da polimerase da transcrição reversa (RT-PCR) para testar o vírus. O teste RT-PCR funciona ao encontrar evidência da informação genética de um vírus – ou RNA – em uma amostra colhida do paciente.

De acordo com Kwon, esses testes ainda podem captar partes do RNA mesmo após as pessoas se recuperarem porque os testes são muito sensíveis.

“Essa é uma possibilidade e uma explicação muito forte”, disse ele.

A mesma teoria foi posicionada por um dos principais especialistas respiratórios da China, Zhong Nanshan. Em uma coletiva de imprensa no início da semana passada, ele disse que uma pessoa recuperada pode testar positivo porque fragmentos da doença permanecem em seu corpo.

Quais são algumas das outras explicações?

Há outras teorias para justificar por que os pacientes estão testando positivo novamente: pode haver um erro com o teste, ou o vírus pode ter se reativado.

Se há um erro com o teste, pacientes podem estar recebendo falsos negativos ou falsos positivos. Há várias razões pelas quais isso pode acontecer, incluindo questões com as substâncias químicas usadas no teste e a possibilidade do vírus estar sofrendo mutação de uma tal maneira que não está sendo identificado por ele.

Em um resumo público, Kwon disse que era improvável que haveria erros nos testes.

Entretanto, ele afirmou que cientistas vêm verificando pacientes que testaram positivo novamente, para garantir que seus resultados positivos não fossem somente uma questão com o teste. “Precisamos de mais investigação”, acrescentou ele.

Por enquanto, o KCDC está investigando os casos restantes para ter uma resposta mais conclusiva.

Os resultados variáveis podem ser frustrantes para pacientes. Jim Kim, que está hospitalizado na cidade sul-coreana de Daejeon, testou positivo para coronavírus em 25 de março – na semana passada ele testou negativo, mas um dia depois testou positivo novamente. O homem de 25 anos terá que se submeter a pelo menos outros dois testes, visto que ele precisa de dois negativos consecutivos para ser declarado recuperado.

Assim que ele receber alta do hospital, o governo recomendou que se ficasse em isolamento por 2 semanas.

Uma pessoa que testou positivo novamente pode infectar outras?

Kwon diz que não há evidência até agora de que uma pessoa que retestou positivo é infecciosa, acrescentando: “No momento, pensamos que não há perigo de adicionais transmissões secundária ou terciária”.

Após pacientes de coronavírus serem declarados recuperados, o KCDC recomenda mais 2 semanas de autoisolamento. Em um artigo publicado no jornal médico BMJ na semana passada, Sung-Il Cho, professor de epidemiologia na Escola de Graduação de Saúde Pública da Univesidade Nacional de Seul, também aconselhou pacientes liberados a se manterem isolados por um tempo para ter certeza que não há nenhuma redetecção do vírus.

O que isso significa para anticorpos?

Quando uma pessoa está se recuperando de um vírus, seu corpo produz anticorpos. Anticorpos são importantes porque eles podem evitar que uma pessoa seja reinfectada com o mesmo vírus, visto que o corpo já sabe como combater a doença.

O número de pacientes recuperados que testaram positivo novamente para o vírus levantou preocupações sobre como anticorpos trabalham em resposta à Covid-19.

O KCDC planeja testar 400 amostras de pessoas que foram infectadas e se recuperaram para ver quanta – se alguma – imunidade respectiva a Covid-19 pode oferecer às pessoas. Kwon diz que esses testes podem levar várias semanas.

No fim, Kwon disse, isso se resume a isso: “Não sabemos muito sobre a Covid-19”.

Fonte: CNN

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