Natto: superalimento na prevenção do agravamento da Covid-19

Pesquisadores holandeses apostam no natto, já considerado superalimento no mundo, para prevenção do agravamento dos pacientes com Covid-19.

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Natto, superalimento tradicional japonês, com muitos benefícios e barato (Flickr por Natcham N)

Após a infecção pelo novo coronavírus é provável que o quadro do paciente piore devido às doenças primárias e idade avançada, mas é sabido que o estado nutricional também é um fator importante. A Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo-ESPEN vem propondo desde o começo diretrizes nutricionais para os pacientes da Covid-19.

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Entre os nutrientes, a vitamina K, considerada essencial para a saúde das artérias e ossos, desperta particular interesse. Parece que houve um boom secreto entre as pessoas sensíveis à saúde desde o ano passado, mas agora que os médicos holandeses encontraram uma relação entre a vitamina K e o novo alívio dos sintomas da Covid-19 chama ainda mais à atenção.

Alimento japonês, natto

Existem K1 e K2, mas o natto contém uma grande quantidade de K2, que tem uma maior taxa de absorção no corpo, está recebendo atenção especial.

Já se sabe que o equilíbrio nutricional e o exercício adequado aumentam a imunidade. Pacientes desnutridos são mais propensos a ter agravamento após a infecção. Têm perda muscular durante a hospitalização e se recuperam mais lentamente após a alta. 

Por esse motivo, a ESPEN incentiva exames de rotina do estado nutricional de pacientes hospitalizados, mas na Alemanha, por exemplo, um quarto dos residentes em asilos e um terço de todos os pacientes apresentam falta minerais e desnutrição. 

Em particular, foi relatado que a deficiência de vitamina K era proeminente em pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus e se agravam ao ponto de serem hospitalizadas. Por isso, pesquisas sobre a vitamina K vêm sendo realizadas desde meados de abril.

Importância da vitamina K

A vitamina K tem ação de coagulação sanguínea e a função de ativar uma proteína especial que pode mover o cálcio nos ossos, entrando e saindo. Além disso, de acordo com o Rotterdam Heart Study, aqueles que ingeriram alimentos ricos em vitamina K2 natural por muitos anos tiveram uma deposição de cálcio significativamente menor em suas artérias e tiveram melhor saúde cardiovascular. Também ajuda a proteger os pulmões.


Leia mais sobre o natto aqui no Portal Mie: combate à gripe e alimentos para aumentar a imunidade.


A vitamina K tem K1 e K2. A K1 é encontrada em vegetais verdes como brócolis, espinafre, komatsuna, entre outros. A K2, que tem uma taxa de absorção mais alta no corpo, geralmente está contida no queijo, mas é o natto que está chamando uma atenção particular. 

No natto contém cerca de 240μg de vitamina K2 por pacote de 40 gramas. A propósito, a nutrição diária recomendada pela Sociedade Dietética Alemã-DGE é de cerca de 65μg para mulheres com 51 anos ou mais e 80μg para homens. Portanto, basta ingerir um pacote desse alimento fermentado por dia, pois é abundante em K2.

ninguém morreu de Covid-19 nas regiões do Japão onde se ingere muito natto

Pesquisadores holandeses entraram com um pedido de subsídio para a pesquisa. O Dr. Rob Janssen, que lidera o projeto, disse ao Guardian “Trabalhei com uma cientista japonesa em Londres. Ela disse que ninguém morreu de Covid-19 nas regiões do Japão onde se ingere muito natto. Então, vale a pena tentar”. 

Em resposta a esta declaração, o número de locais que passaram a introduzir o natto na Europa está começando a aumentar. Esse alimento é também é conhecido pelo aumento da imunidade, por isso é 2 em 1, ou seja, caso se infecte não se agravará.

No entanto, mesmo no Japão, as pessoas que tomam anticoagulantes sanguíneos são instruídas a abster-se do natto, porque a vitamina K enfraquece a ação da droga. Fora esse público, todo mundo pode se beneficiar do natto. Mesmo que não seja infectado pelo novo coronavírus, o tradicional alimento japonês é bom para vasos sanguíneos, ossos e pulmões, recomenda o médico. E nessa época de pandemia, vale a pena acrescentá-lo nas refeições diárias.

Fonte: Newsweek Japan

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Um vírus pode ser causa do início da depressão, descobrem pesquisadores do Japão

Publicado em 12 de junho de 2020, em Sociedade

Um determinado vírus pode ser o causador do início da depressão segundo relatório de uma pesquisa realizada por uma universidade japonesa.

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Imagem ilustrativa de pessoa com depressão (Flickr por ryan_melaugh)

Um grupo de pesquisa da Universidade Jikei de Medicina de Tóquio informou na quinta-feira (11), sobre os resultados de um estudo sobre a possibilidade do início da depressão estar relacionada a um vírus na tenra idade. Espera-se que esse estudo seja útil no mecanismo de início dessa doença e também para o desenvolvimento de medicamentos.

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A pesquisa conduzida pelo grupo do professor Kazuhiro Kondo descobriu que o gene SITH-1 do herpesvírus humano tipo 6 (HHV6), o qual infecta parte do cérebro, trabalha fortemente. E muitas crianças são infectadas nos primeiros anos de vida. 

HHV6 (NHK)

A equipe fez esse gene trabalhar induzindo-o nos ratos e observou que eles passaram a ter comportamento alterado, com sintomas semelhantes à depressão. 

Além disso, o grupo fez um estudo paralelo, coletando sangue de 84 pessoas com depressão e 82 saudáveis. Constatou-se que em 80% dos deprimidos esse gene trabalha fortemente, enquanto apenas 24% nas pessoas saudáveis.  

Portanto, o grupo argumenta que a forte ativação do gene do HHV6 pode estar associada ao início da depressão.

“Até o momento a causa da depressão não foi claramente identificada, mas é possível que esse vírus esteja envolvido. Vamos continuar a pesquisa e se conseguirmos detectar o mecanismo do gatilho poderá ser um gancho para o desenvolvimento de medicamentos terapêuticos”, disse o professor Kondo.

Fonte: NHK 

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