Como o especialista vê a sétima onda e o que fazer

Diante dos elevados números dos últimos dias e do recorde de 152 mil na quarta-feira, o que o governo e a população podem fazer.

Subvariantes da ômicron, BA.1 a BA.5 (NHK)

O Japão teve 152 mil novos casos de infecção pelo coronavírus na quarta-feira (20), 40 mil a mais do que o pico da sexta onda em fevereiro. 

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Diante desse quadro, a NHK entrevistou Shigeru Omi, infectologista e presidente do comitê de controle da infecção pelo coronavírus do governo.

O motivo dos totais por província terem sido tão elevados, como em Tóquio, Osaka, Kanagawa, Aichi e outras, é que a velocidade da infecção pela subvariante BA.5 é cerca de 30% mais rápida do que a anterior da 6.ª onda, a BA.2. Além disso, causa o que se chama de escape da imunidade, ou seja, quando o sistema imune está mais baixo ou até mesmo as pessoas vacinadas se infectam.

Acredita-se que o aumento do número de pessoas cujo efeito imunológico diminui ao longo do tempo após a terceira dose da vacina também contribuiu para a expansão. 

Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que não há evidências de que tenha mudado em comparação com BA.2 quanto à probabilidade de se tornar grave.

Os números de testados positivos podem ser maiores 

Shigeru Omi (NHK)

Segundo Omi, ainda não passou o pico da 7.ª onda e pode ser que o número de testados positivo chegue ao dobro dos 104 mil da onda anterior.

Ele não vê perspectiva dos números diários caírem ao longo de uma semana. Além disso, pensa que esses últimos totais diários não representem a realidade, podendo ser subestimado, pois os locais onde se realizam o teste PCR estão com excesso de suas capacidades. Nem todas as pessoas que deveriam fazer o teste necessariamente conseguiram.

Aprendizados 

A população aprendeu como prevenir a infecção e, além disso, a maioria que testou positivo apresenta sintomas leves. As taxas de vacinação aumentaram gradualmente e a imunidade foi reforçada. O sistema médico foi gradualmente fortalecido devido às experiências anteriores.

Nessas circunstâncias, Omi pensa que a sociedade como um todo está gradualmente se tornando mais disposta a retornar à socioeconomia normal.

Ele se refere ao fato do governo não pensar em restringir o comportamento da população mesmo diante desses elevados números.

Cuidado com os idosos e pessoas vulneráveis

Tanto os governos do país, como os locais e a população devem tomar todos os cuidados possíveis, principalmente durante as férias de verão que se aproximam.

Mulher com máscara (NHK)

Em relação às medidas, destaca 5 atitudes importantes: 

  1. Aceleração da vacinação
  2. Aumento da testagem
  3. Ventilação eficiente
  4. Garantir funções médicas eficientes pelos governos nacional e locais
  5. Rigor das medidas básicas de controle de infecção 

Como ainda não se sabe da taxa de letalidade da subvariante BA.5 Omi aponta que cuidar para evitar a infecção nos idosos e nas pessoas com comorbidade, pois mesmo que não cause necessariamente a pneumonia, a própria infecção pode privar o corpo de força física ou causar disfagia.

Fonte: NHK

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Parte da população acha necessário restringir as saídas, mas governo não pensa assim

Publicado em 21 de julho de 2022, em Sociedade

O porta-voz do governo disse que não pretende pedir restrições ao povo porque irá adotar outras medidas.

Imagem meramente ilustrativa de pessoas na rua (Pixinio)

Segundo o resultado de uma enquete realizada pela NHK, entre 16 e 19 deste mês, sobre a questão da restrição do comportamento da população para evitar o contágio do coronavírus, 56% responderam “é necessário”, contra 36% que acham que “não há necessidade”.

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Essa restrição seria do deslocamento entre as províncias e até para outras cidades, nas saídas para os restaurantes e bares, além dos locais com grande concentração de pessoas como praias, shows e outros.

No entanto, não compartilha dessa opinião o secretário-chefe de gabinete Hirokazu Matsuno, apesar do elevado total de quarta-feira (20), com mais de 150 mil testados positivo.

Em coletiva de imprensa no fim da tarde de quarta-feira, assumiu uma postura cautelosa sobre as restrições de comportamento das pessoas. 

“Vamos nos concentrar em proteger os idosos e no risco de agravamento, em vez de impor novas restrições comportamentais“, disse. Afirmou também que fortalecerá o sistema médico e de saúde.

Por outro lado, o ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão, Shigeyuki Goto, havia expressado que “poderia haver restrições futuras”, mas pelo jeito, não haverá, pois o secretário-chefe de gabinete foi enfático. 

Fontes: NHK e FNN

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