Brasileiros no exterior: por que nosso voto é importante?

Em 2022, somos mais de 670 mil eleitores cadastrados no exterior, eleitorado superior ao dos estados do Acre, Rondônia e Amapá. As remessas enviadas ao Brasil também superam a arrecadação de alguns estados.

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Urna eletrônica brasileira (ilustrativa – PM)

O número de brasileiros vivendo no exterior saltou de 3 milhões, em 2016, para 4,4 milhões em 2022. Ou seja: os emigrantes representam, hoje, mais de 2% da população brasileira. Somente nos últimos seis anos, o número de brasileiros que decidiram viver fora do país aumentou quase 50%. No mesmo período, o eleitorado desse contingente teve um crescimento maior, passando de 425 mil para 670 mil.

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A diáspora brasileira é recente e foi motivada por problemas econômicos e sociais. Em pouco mais de uma década, passamos de uma nação de imigrantes para uma nação de emigrados.

Países com maior concentração de eleitores

Jurisdições consulares com maior concentração de eleitores

Os EUA, país com mais da metade dos 4,4 milhões de brasileiros expatriados, possuem 40.189 eleitores aptos a votar em Miami e 37.159 em Boston. Na Europa, as maiores concentrações estão em Lisboa (45.273 eleitores) e Londres (34.498). Já a jurisdição consular de Nagoia, no Japão, possui 35.651 eleitores brasileiros – dados registrados até 4 de maio de 2022, último dia para regularização e transferência do título eleitoral.

Perfil do eleitor no exterior – Gênero

A proporção do eleitorado por gênero permaneceu quase a mesma desde 2014, com predomínio feminino. Em 2022, há 408.055 mulheres habilitadas a votar fora do Brasil, que correspondem a 58,54% do total. Os homens são quase 290 mil, ou 41,46%. Em comparação com o eleitorado do exterior de 2018, o aumento para este pleito foi de 39,2%.

Perfil do eleitor no exterior – Grau de instrução

Com relação ao grau de instrução, 130 mil eleitores, cerca de 19% do total do eleitorado, informou ser analfabeto, somente ler e escrever ou não ter concluído os ensinos fundamental ou médio. Os dados apontam também que, dos quase 8.000 eleitores que são analfabetos ou somente leem e escrevem, cerca de 60% são mulheres.

Não se conhece um perfil detalhado dos brasileiros no exterior e os dados acima não refletem a totalidade, mas são uma amostra significativa e que, pela primeira vez, permitem aferir melhor a situação educacional de expatriados.

Sem formação básica ao menos, o brasileiro residente no exterior continuará tendo dificuldades para se capacitar, crescer profissionalmente e continuará sendo, em sua grande maioria, mão de obra descartável.

Por que devemos votar?

Neste ano, 697.084 eleitores que residem fora do Brasil estão cadastrados e podem ajudar a eleger um novo presidente. Morando no exterior, raras são as vezes em que temos a oportunidade de exercer a cidadania de forma ampla, como nas eleições. O voto dado por cada um de nós tem o mesmo valor, todos se igualam, sem que haja diferença étnica, de gênero, classe, grupo social ou qualquer outra distinção. Com o voto, temos em mãos uma poderosa ferramenta para o exercício da nossa cidadania e da nossa soberania como povo.

O elevado número de transferências de título de eleitor para as seções no exterior não significa que todos irão votar. Historicamente, o percentual de eleitores participantes em relação ao número de eleitores aptos tem sido baixo, com média de 55%.

No dia 2 de outubro de 2022 (e dia 30, caso haja necessidade de realização do segundo turno) é fundamental que exerçamos nossa cidadania participando da votação. Só assim poderemos mostrar a força e a representatividade do eleitorado transnacional.

Os residentes no exterior têm participação significativa na economia brasileira, por meio das remessas de valores enviados todos os anos. Esse montante chega a superar a arrecadação de alguns estados. As remessas aos familiares são provas de que os emigrados mantêm estreitos laços culturais, sociais e econômicos com o Brasil.

Ainda assim, residir no exterior cria, para nós, algumas questões que nem sempre são observadas pelo poder público brasileiro – ou do país que nos acolheu.

Neste “limbo” encontram-se problemáticas relacionadas a saúde, trabalho, educação, previdência social e outros direitos. É importante que as relações bilaterais entre os dois governos tenham conhecimento de nossas pautas, necessidades e anseios.

Por enquanto, só podemos votar para presidente da República e nossa interlocução com o poder legislativo brasileiro ainda é praticamente nula. Não temos senadores e deputados que nos representem ou que olhem especificamente para nossas demandas. Atender às diversas e diferentes necessidades dos brasileiros emigrantes, nas diferentes partes do globo, de acordo com a realidade de seus países de residência, é uma tarefa que demanda compromisso, engajamento e trabalho contínuo.

Eleições no exterior em números
Países – 98
Cidades – 159
Locais sem embaixadas ou consulados – 21
Urnas eletrônicas – 989
Urnas de lona – 29
Agentes eleitorais – 4448
Sessões eleitorais – 1008
Eleitores – 697084

Dia 2 de outubro, vote! Só assim, tornando patente a força do eleitorado residente no exterior, poderemos ganhar representatividade e vislumbrar que as políticas públicas também possam nos enxergar, ouvir e contemplar nossa verdadeira cidadania.

Não queremos, enquanto cidadão emigrado, ser melhores do que ninguém! O nosso desejo é por representatividade. Boa eleição à todos, vamos as urnas!!

Miguel Kamiunten vota no exterior desde 1998, pesquisa a participação nas eleições, coordena o Polo Japão da Universidade Católica de Brasília, é diretor do BBG-Ásia e membro fundador do Movimento Brasileiros Emigrados (MBE), colegiado que busca maior representatividade do brasileiro residente no exterior.

Fonte: Portal Consular e Tribunal Superior Eleitoral

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Crise da meia idade! O que fazer?

Publicado em 1 de outubro de 2022, em Eliana A. C. I. Nonaka

Já passei dos 40 anos, será que estou em crise da meia idade?

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Imagem ilustrativa (PM)

O envelhecimento nem sempre é tratado e recebido com naturalidade por todas as pessoas. Vivemos em uma sociedade que enaltece a juventude, fator esse que para alguns pode ser um implicador na aceitação do envelhecer.

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Em alguns períodos das nossas vidas sentimos a necessidade de olharmos para dentro de nós com a finalidade de uma alta análise e consequentemente para o autoconhecimento. Um desses períodos se dá mais ou menos entre os 40 e 55 anos, no qual além dessa necessidade do olhar para si, ocorrem modificações corporais próprias e fantasiadas, denominada por Elliot Jacques de “crise da meia idade”.

A crise da meia idade, pode acontecer para ambos os sexos, tendo duração de alguns meses para uns e muitos anos para outros.

É um período de questionamento pessoal, momento em que damos conta das nossas próprias fragilidades e a primeira coisa que geralmente acontece é que nos tornamos conscientes da possibilidade da morte. A sensação é de que iniciou uma contagem regressiva, o que nos faz analisar muitas questões importantes. Em casos mais extremos pode levar o sujeito a depressão ou a ansiedade.

A crise da meia idade não acontece de uma hora para outra, ela vai se instalando aos poucos. O que acontece é que muitas pessoas não a percebem por não terem um diálogo com si próprio e os sinais vão passando despercebidos, até que algo aconteça e dispare o gatilho. Cabe aqui esclarecermos que a crise da meia idade não é uma regra, cada pessoa tem suas particularidades e passam pelas fases do desenvolvimento de maneira muito singular. Geralmente a crise está associada a insatisfações, metas e projetos não atingidos, sonhos não realizados, relacionamentos frustrados, não realização profissional, financeiro insatisfatório, menopausa, saída dos filhos adultos de casa ou morte dos pais.

O que tenho feito da minha vida? Como vai ser agora?

É preciso que se elabore o luto pela juventude perdida, pelas metas e projetos que não puderam ser realizados, aceitar a finitude como um caminho de nós todos e usar da sabedoria alcançada com a maturidade para se lançar em novas maneiras de enfrentar a vida, realizar novos projetos e vivenciar muitos outros sonhos.

Dicas para enfrentar melhor a crise da meia idade:

Tenha sempre um olhar positivo: a idade trás sabedoria, experiência e conhecimento, use isso a seu favor.

Aproveite a vida: não se prenda ao que já passou, o melhor tempo para se viver é o aqui e agora.

Pense sempre: a todo o tempo é tempo para o novo, novos projetos, novos sonhos e novos objetivos.

Aceitação: as mudanças físicas são inevitáveis, mas toda a idade tem a sua beleza. A beleza abrange o conjunto da obra.

Faça por você: dedique tempo para o seu autoconhecimento, faça terapia. Realize atividade física, faça coisas prazerosas e se ame antes de tudo.

Boas reflexões!
Eliana Nonaka

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